Tarouca, Portugal

Tarouca é um município português localizado no distrito de Viseu, na região norte e sub-região do Douro. É um município com 8048 habitantes, de acordo com os censos de 2011, estando dividido em sete freguesias em 100,08 km². Tarouca é limitado a nordeste por Armamar, a leste por Moimenta da Beira, a sudoeste por Castro Daire, a sul por Vila Nova de Paiva e a oeste por Lamego.

As sete freguesias do concelho são: Gouviães e Ucanha, Granja Nova e Vila Chã da Beira, Mondim da Beira, Salzedas, São João de Tarouca, Tarouca e Dálvares e Várzea da Serra.

História

Tarouca teve uma importância crucial ao longo da Idade Média com relevo nos alvores da fundação da nacionalidade. Nessa época foi cabeça de um distrito que atingia os rios Paiva e Távora, absorvendo, posteriormente ao século XI, as Terras de Caria.

A primeira referência documental reporta-se ao século VI, quando a localidade era uma das seis paróquias da Diocese de Lamego, ocupando uma área até ao rio Paiva. Em 1057 o castelo de Tarouca foi definitivamente conquistado aos mouros por Fernando Magno, Rei de Leão.

A história da nacionalidade está conectada a Tarouca, seja pelo primeiro rei de Portugal, cuja figura está associada à construção do Mosteiro de S. João de Tarouco, quer ainda por Egas Moniz, que foi Senhora da Honra de Dalvares e cuja esposa, Dona Teresa Afonso, mandou erigir o Convento de Santa Maria de Salzedas.

Em 1140 começaram as obras do que viria a ser o primeiro mosteiro da Ordem de Cister em Portugal: São João de Tarouca. Em 1163 surge o primeiro documento que referencia a Igreja de São Pedro de Tarouca como abadia. Em 1168 iniciou-se a fundação do Mosteiro de Salzedas.

Em 1262 D. Afonso III concedeu Carta de Foro a Tarouca, com a designação de Castro- Rei. Contudo, este nome durou poucos anos, uma vez que em 1364 surgiram as referências a Tarouca. Em 1401 D. João I doou as terras ao seu filho Infante D. Henrique e em 1499 D. Manuel I nomeou D. João de Meneses 1º Conde de Tarouca. Em 1514 D. Manuel I outorgou novo Foral à vila de Tarouca.

O concelho foi sede de um julgado com juiz ordinário e, a fevereiro de 1801, foi elevado a distrito de Vara Branca, estatuto que conservou até 1834.

A 13 de janeiro de 1898 deu-se a restauração do concelho de Tarouca, que passou a ter dez freguesias. A 9 de dezembro de 2004 a vila de Tarouca foi elevada à categoria de cidade e em 2013, com a reorganização administrativa do território o concelho passou a ser constituído por sete freguesias.

Património edificado e natural

No património natural, devido ao seu relevo montanhoso, possui inúmeros recantos de onde é possível desfrutar das belíssimas paisagens que compõem o cenário da região. Destaca-se o miradouro do monte de Santa Helena, o miradouro da Padiola e a vista em Nossa Senhora do Calvário. Além disso, é importante mencionar o Moinho no Varosa, a Praia Fluvial de Ucanha, e o Parque de Merendas e Lazer de Toquinho.

Em relação ao património edificado e histórico, em Tarouca destaca-se a Igreja de São Pedro de Tarouca, o Mosteiro de São João de Tarouca, a Torre de Ucanha, o Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, os Arcos de Paradela, a Capela de S. Martinho Esporões e a Capela Senhora das Necessidades.

Gastronomia

Dos sabores com tradição, Tarouca serve a quem a visita os melhores pratos. Como entrada vale a pena provar a bola, os queijos e os enchidos. Nos pratos principais destaca-se a marrã, o bazulaque, os milhos, a chanfana, o cabrito assado com arroz do forno, as trutas do rio Varosa ou os rojões de porco. À sobremesa não deixe de provar a doçaria tradicional, acompanhada pelo licor de baga de sabugueiro.

O espumante Murganheira, produzido com as melhores castas, é o principal ex-libris gastronómico da região.

Geminações

Com o objetivo de aproximar os povos e criar laços históricos e culturais de amizade, o município celebrou os seguintes Protocolos de Geminação:

  • Montemarcoano (Itália)
  • Chiaravalle (Itália)
  • Benaguasil (Espanha)
  • Quency Sous Senart (França)
  • Tocantins (Brasil)

Brasão da cidade

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O brasão é um escudo de prata, com três montes de verde, o do centro rematado por um castelo de negro, lavrado, aberto e iluminado de ouro, moventes de um contrachefe diminuto de quatro faixetas ondadas de prata e três de azul. Acantonados em chefe, estão um cacho de uvas de púrpura, folhado de verde e um molho de espigas de trigo de sua cor, atado de verde. A coroa mural é de prata de cinco torres e o listel é branco com a legenda a negro “TAROUCA”.

Municípios do Distrito de Viseu

Armamar Carregal do Sal Castro Daire Cinfães Lamego
Mangualde Moimenta da Beira Mortágua Nelas Oliveira de Frades
Penalva do Castelo Penedono Resende Santa Comba Dão São João da Pesqueira
São Pedro do Sul Sátão Sernancelhe Tabuaço Tarouca
Tondela Vila Nova de Paiva Viseu Vouzela
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