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Praga

Conceito de Praga, as suas características, o seu contexto na historia, assim como as causas e consequências da sua ocorrência…

Conceito de Praga

praga

 

Praga é a designação atribuída ao crescimento excessivo de determinado organismo que provocará a destruição de outros organismos ou de habitats, geralmente agrícolas. Outra designação para praga é peste, sendo que o primeiro caso está mais associado às práticas agrícolas, enquanto o segundo encontra-se mais associado aos seres vivos.

O conceito de praga baseia-se num crescimento excessivo de uma determinada população, causando assim um desequilíbrio nos ecossistemas que leva à morte em grande escala de seres vivos ou mesmo a destruição de ambientes ou culturas agrícolas.

O crescimento excessivo de uma população pode ocorrer por diversas razões, como por exemplo, o desaparecimento do predador dessa população, o surgimento de condições ambientais que favorecem o crescimento de determinadas espécies ou a diminuição da taxa de mortalidade de outra espécie.

A ocorrência de pragas pode levar à destruição de alimentos, ao surgimento de epidemias ou mesmo à extinção de espécies. Uma praga pode ocorrer devido ao crescimento de qualquer tipo de população, seja esta de animais (ratos, gafanhotos), plantas (ervas daninhas, plantas invasoras) ou mesmo de microrganismos (fungos, bactérias) que possam provocar doenças infecto-contagiosas.

O controlo das pragas pode tornar-se muito difícil, sendo geralmente utilizados produtos químicos que controlam o crescimento ou destroem os seres vivos responsáveis pelas pragas, o controlo biológico é outra das formas de prevenir a ocorrência de uma praga.

Pragas na história:

Ao longo da história da humanidade o ser humano tem vindo a interferir com o ambiente que o cerca causando problemas a si próprio e aos outros seres vivos. Esses problemas foram descritos e registados para as gerações futuras. Entre as pragas mais famosas encontram-se as dez pragas do Egipto, sete das quais tiveram origem biológica (os gafanhotos, a maré vermelha, os piolhos, as moscas, rãs, morte dos animais domésticos e o aparecimento de uma sarna).

A peste negra, a peste amarela são alguns exemplos de pragas que dizimaram milhares de pessoas no passado e que influenciaram a história da humanidade, assim como a forma como a humanidade vive e encara a natureza.

Actualmente continuam a surgir pragas que afectam o ser humano, particularmente na agricultura, como por exemplo, os enxames de gafanhotos que destroem os campos agrícolas consumindo tudo à sua passagem. Em países como a Austrália surgem pragas de sapos que ocupam as estradas e impedem a circulação automóvel ou ainda pragas de caracóis, moscas e coelhos que destroem as plantações.

Principais causas e consequências das pragas:

O surgimento de pragas na sociedade actual deve-se muitas vezes à interferência, por parte dos seres humanos, na natureza. As alterações climáticas e a utilização de pesticidas e de adubos contribuem para um crescimento excessivo de determinados indivíduos que levam então à destruição de habitats e à morte de centenas de seres vivos.

A principal consequência das pragas é a perda de culturas agrícolas e a morte de centenas de animais de pastoreio, assim como a proliferação de doenças contagiosas provocadas por vírus, bactérias e fungos levando à morte de milhares de seres humanos, dando origem a epidemias que se propagam por vários países.

As podas regulares e a agricultura intensiva também têm vindo a contribuir para o aumento da ocorrência de pragas. O próprio ambiente hospitalar, por ser um local com elevada utilização de desinfectantes, pode contribuir para o surgimento de espécies infecciosas muito resistentes.

A ocorrência de pragas rurais pode levar a prejuízos económicos e sociais para os agricultores e pastores, cuja actividade centra-se na produção agrícola e pecuária, sendo que a perda desta produção (única fonte de rendimentos) coloca essas famílias em situações muito graves.

A existência de grandes concentrações de lixo e falta de higiene podem propiciar o surgimento de determinadas pragas urbanas, principalmente o aparecimento de baratas, ratos e moscas que causam grande incómodo ao ser humano.

O combate às pragas, sejam elas em ambiente urbano ou rural, depende de diversos factores, em particular do ser humano cujas acções podem contribuir para desestabilizar os ecossistemas, levando à disseminação dessas pragas.

Diversos métodos de controlo de pragas têm sido desenvolvidos para prevenir o seu desenvolvimento. No entanto, os seres humanos não podem esquecer que qualquer ser vivo pode tornar-se uma praga, se o seu crescimento se tornar de alguma forma descontrolado, podendo assim causar danos ao estilo de vida do Homem, assim aos diversos ecossistemas.

Exemplos de pragas:

As pragas mais recentes estão associadas à proliferação de insectos ou microrganismos entre outros, visto estes seres apresentarem uma taxa de crescimento muito rápida e quando não é controlada pode tornar-se exponencial.

Os indivíduos mais associados às pragas urbanas são as moscas, as baratas, as formigas, as aranhas, as pulgas, as vespas, as traças, os grilos, as pombas, os morcegos os ratos e outros roedores. Enquanto os microrganismos associados as pragas são os Estafilococos, os Peptococos, as Pseudomonas, os Lactobacilos, a Echerichia coli, a Candida, assim como os Trypanosomas entre diversos outros vírus, bactérias e fungos.

Entre as doenças causadas por vírus podem ser indicadas as diversas hepatites, o VIH, assim como diversos retrovírus. Outras doenças relacionadas com pestes são, por exemplo, a doença de chagas, a malária, a leishmaniose, a febre amarela, estando estas normalmente associadas à transmissão por vectores como as moscas e outros insectos. As pestes correspondem normalmente a grandes competidores por recursos naturais, o que vais desfavorecer outras espécies que também necessitam desses recursos.

Este conceito é subjectivo, pois pode variar consoante quem a utiliza, por exemplo, o conceito de peste para um ecologista será consideravelmente diferente do conceito de peste de um agricultor. Uma vez que o ecologista vê por exemplo um gafanhoto como um ser vivo que precisa de se alimentar e que se enquadra no ecossistema em que se insere, o agricultor verá esse gafanhoto como um perigo para os seus campos e a sua forma de vida, sendo importante a destruição desse perigo.

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References:

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Barbercheck, Mary E.; Zaborski, Ed (2015). Insect Pest Management: Differences Between Conventional and Organic Farming Systems. USDA National Institute of Food and Agriculture, New Technologies for Ag Extension project. Consultado em: Agosto 31, 2016, em http://articles.extension.org/pages/19915/insect-pest-management:-differences-between-conventional-and-organic-farming-systems

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