Educação inclusiva

A educação inclusiva pretende promover igualdade de oportunidades para todos independentemente das suas diferenças.

Educação inclusiva

A educação inclusiva pretende promover igualdade de oportunidades para todos independentemente das suas diferenças. Por esse motivo há que saber compreender as as individualidades dos alunos com necessidades educativas especiais (nee) uma vez que estes terão limitações que não estão ajustadas ao ritmo de ensino normativo.

A educação inclusiva pressupõe que todos os alunos com ou sem nee tenham acesso ao mesmo sistema de ensino (L, Ferrari, & Sekkel, 2007).

Para Aguiar e Duarte (2005) o conceito integra todo o tipo de alunos, dentro ou fora dos padrões normativos, ao mesmo sistema com um programa pedagógico adequado sem discriminar ninguém independentemente de talentos ou deficiências, Nível Sócio-Económico (NSE), etnia ou cultura.

É preciso compreender que a educação inclusiva vai além do ensino obrigatório, estendendo-se ao ensino superior, onde nem sempre há a preparação adequada para receber todo o aluno (L, Ferrari, & Sekkel, 2007).

Contudo a segregação de alunos com nee, ainda contraria esta política inclusiva (L, Ferrari, & Sekkel, 2007).

Os estudos mostram que há grandes benesses da educação inclusiva tanto para alunos com deficiências como para alunos sem deficiências, uma vez que a deficiência não afeta o desenvolvimento dos alunos normais (L, Ferrari, & Sekkel, 2007).

O sistema de educação inclusiva deve ser implementado mantendo objetivos a serem atingidos pelos alunos com nee e o ritmo de ensino durante as aulas, optando antes por flexibilizar os limites da escola (L, Ferrari, & Sekkel, 2007).

É necessário que haja especialistas em nee, administração de provas adequadas a este tipo de necessidades, o ajuste do currículo, etc (Aguiar, & Duarte, 2005; L, Ferrari, & Sekkel, 2007).

A literatura demonstra receptividade na educação quanto ao modo genérico de ser apresentada a inclusão, mas encontra limitações aos diferentes ritmos de aprendizagem e interação entre alunos o que constitui uma barreira porque os professores são a pedra basilar para a educação inclusiva (L, Ferrari, & Sekkel, 2007).

Uma das maiores falhas académicas no que concerne às respostas quanto à educação inclusiva, é no caso das aulas de educação física em que alunos com incapacidade de fazer os mesmos exercícios que os outros alunos, ficam dispensados (Aguiar, & Duarte, 2005).

Além disso, as minorias no geral, além dos alunos com deficiência, isto é, pobres ou mesmo negros nem sempre encontram as mesmas oportunidades devido aos preconceitos sociais, razão pela qual é urgente implementar a mudança de modo o mais alastrado possível no sentido de extinguir a discriminação (L, Ferrari, & Sekkel, 2007).

O preconceito e um dos mais preocupantes obstáculos associados à educação inclusiva uma vez que se faz sentir em todos os contextos educacionais, o que nos direciona para a necessidade de formação por parte dos professores em todo o sistema de ensino para estimular a reflexão sobre as diferenças (L, Ferrari, & Sekkel, 2007).

Não podemos ainda deixar de referir que, muitas vezes, os próprios alunos com nee não têm conhecimento da sua condição, por exemplo, em alguns casos de dislexia em que acabam por descobrir a mesma aquando da frequência do Ensino Superior numa uma avaliação coletiva (L, Ferrari, & Sekkel, 2007).

É muito comum que os próprios colegas dos alunos com nee se apercebam das suas diferenças e às vezes são eles que têm dificuldade em inclui-los nos seus grupos devido ao preconceito e à ausência de preparação dos professores para promover a adaptação e inclusão dos alunos todos (L, Ferrari, & Sekkel, 2007).

De grosso modo a educação inclusiva assume-se como uma promoção da participação de todos na sala de aula e nas atividades escolares como um todo recorrendo ao apoio de toda a comunidade escolar para o fazer (L, Ferrari, & Sekkel, 2007).

Para que esta participação seja possível é importante valorizar a relação professor-aluno e aluno-professor, respeitando diferenças e promovendo nos alunos a motivação para o desafio no sentido do desenvolvimento social, pessoal e intelectual de todos (Aguiar, & Duarte, 2005).

O que acontece muitas vezes é que os professores superprotegem os alunos com nee, ou ignoram, embora haja alguns que se preocupam e interessam em conhecer melhor aqueles alunos (L, Ferrari, & Sekkel, 2007).

Conclusão

Há ainda bastante a fazer para que a educação inclusiva seja uma realidade adequada ao sistema de ensino. Assistimos cada vez mais à procura pela igualdade de oportunidades para todos os alunos com e sem deficiência, bem como independentemente do seu NSE, raça ou etnia. Verificamos que a mudança começa principalmente na comunidade escolar em que os professores, como pedra basilar da aquisição de conhecimentos, devem promover a cidadania e o respeito pela diferença com vista a que todos os alunos, saibam coabitar e atingir o sucesso escolar, mediante as suas capacidades ou limitações individuais.

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References:

  • Aguiar, J.S., & Duarte, E. (2005). Educação inclusiva: um estudo na área da educação física. Inclusive education: a study in the physical education field. Bras. Ed. Esp Educação inclusiva e educação física. Vº11, nº2, p. 223-240. Acedido a 10 de março de 2016 em http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbee/v11n2/v11n2a5.pdf
  • M.A., Ferrari, D., & Sekkel, M.C. (2007). Educação Inclusiva no Ensino Superior: Um Novo Desafio. Inclusive education at higher education: A new challenge. PSICOLOGIA CIÊNCIA E PROFISSÃO. 27(4), 636-647. Acedido a 10 de março de 2016 em http://www.scielo.br/pdf/pcp/v27n4/v27n4a06
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