Monocotiledónea

Apresentação das Monocotiledóneas, um gripo de plantas angiospérmicas (plantas com flor) essencialmente herbáceas, a maioria das quais de pequeno porte…

As Monocotiledóneas são plantas angiospérmicas (plantas com flor) essencialmente herbáceas e que não chegam a atingir grande porte. O caule possui apenas estruturas primárias e não possui nem câmbio vascular nem lenhoso, não produzindo, assim, tecidos vasculares secundários ou lenho (madeira).

Tal como as plantas herbáceas dicotiledóneas, as monocotiledóneas possuem a superfície do caule revestida por uma epiderme. O xilema e o floema produzidos pelo procâmbio, são vasos condutores dispersos pelo caule e não se encontram organizados em forma de anel, como nas dicotiledóneas.

Em diversas espécies como o arroz, a cevada ou a aveia, ocorre um meristema intercalar na base de cada entre-nó que, juntamente com o meristema apical, contribui para que a planta cresça em altura.

As flores e folhas das monocotiledóneas são muito características, dado que as flores possuem um perianto indiferenciado (não há a distinção entre pétalas e sépalas) e peças florais em múltiplos de três. As folhas possuem uma nervação paralela, o caule é simples e a raiz é fasciculada.

Os vasos condutores constituem um sistema fechado. Os vasos maiores atravessam paralelamente o limbo da folha e encontram-se ligados por vasos transversais, de dimensões mais pequenas. A semente possui apenas um cotilédone ou folha embrionária.

Existem cerca de 60 mil espécies de plantas monocotiledóneas, compreendendo plantas como as gramíneas. As gramíneas possuem diversas espécies extremamente importantes para a alimentação e com valor económico, como o arroz, o milho, a cevada ou o trigo.

 

Outras formas de crescimento

As palmeiras são monocotiledóneas que, contudo, conseguem atingir um grande porte porque as células do parênquima continuam a dividir-se e a aumentar sem que se desenvolva um verdadeiro câmbio.

Algumas monocotiledóneas de interior, como plantas do género Dracaena e Sanseviera, são plantas nas quais se desenvolve um meristema secundário sob a forma de um cilindro que se estende ao longo do caule. Não é, contudo, um câmbio vascular como o que ocorre nas dicotiledóneas e nas coníferas mas sim, um meristema secundário que produz apenas células de parênquima para o exterior do meristema e vasos condutores para a zona interna.

 

Referências bibliográficas

Stern, K. R., Bidlack, J. E., Jansky, S., & Uno, G. (2006). Introductory plant biology. Boston: McGraw-Hill Higher Education.

 

 

 

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