Psicologia da aprendizagem

Conceito de Psicologia da Aprendizagem. Fatores intervenientes no processo de aprendizagem. Aprendizagem autorregulada

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Conceito de Psicologia da aprendizagem

A Psicologia da aprendizagem é uma área de estudo da Psicologia que se debruça sobre a compreensão dos fatores que influenciam os processos de aprendizagem. Neste âmbito, destacam-se assim o estudo das temáticas da motivação/desmotivação escolar, a aprendizagem autorregulada, a perceção de autoeficácia e o locus de controlo no aprender.

Enquanto processo ao longo do ciclo de vida, a aprendizagem pode ter lugar em diferentes estádios de desenvolvimento. Neste sentido, a Psicologia da aprendizagem pode ajudar a compreender e optimizar processos não só no início da escolaridade, mas também em fases mais avançadas da mesma (e.g. ensino superior). Inclusive, o estudo da aprendizagem pode estender-se a outros contextos além do escolar/académico ou laboral. Na realidade, muitas das ações realizadas resultam de processos de aprendizagem, formais ou informais, no âmbito das quais são relevantes fatores de diversos domínios.

Fatores intervenientes no processo de aprendizagem

De facto, a compreensão dos processos de aprendizagem, assim como o desempenho num determinada tarefa, ultrapassam as noções de inteligência, introduzindo outras variáveis importantes. Verifica-se assim a importância de fatores cognitivos e emocionais (e.g. crenças sobre a capacidade de aprender; conceções da aprendizagem; percepção de autoeficácia), metacognitivos (e.g. reflexão e controlo sobre as estratégias e processos de aprendizagem) e motivacionais (e.g. motivação intrínseca ou extrínseca).

Sabe-se que estes fatores condicionam ou favorecem o processo de aprender, para além da capacidade da pessoa, isto é, das suas competências técnicas ou aptidões. Podem assim ser influenciados pelo contexto social e/ou familiar ao nível das conceções de aprendizagem e da importância/utilidade do aprender, assim como da autoeficácia percebida. Esta última é influenciada por experiências pessoais de sucesso ou insucesso, mas também por mensagens explícitas ou implícitas transmitidas por outros significativos.

Aprendizagem autorregulada

Do ponto de vista da sua aplicabilidade, a Psicologia da aprendizagem assume-se então relevante na promoção de atitudes ativas face à aprendizagem, isto é, autorreguladas, através de:

1) Estabelecimento de objetivos específicos e realistas;

2) Planeamento de estratégias de ação que permitam a concretização de 1), antecipação de potenciais obstáculos ou dificuldades;

3) Automonitorização das tarefas e estados internos (pensamentos e emoções sobre a tarefa);

4) Controlo volitivo, através da mobilização de recursos (externos – materiais, ou internos – manter o foco da atenção e concentração;

5) Autoavaliação e reforço, com o intuito de consciencializar-se sobre os objectivos concretizados em relação aos estabelecidos, ponderar estratégias e reforçar a sua autoeficácia.

Contudo, estes processos não obedecem a uma ordem estática, significando que, por exemplo, a autoavaliação pode ser realizada em qualquer momento e não somente no momento do término das tarefas, assim como o estabelecimento de objetivos pode ter lugar também num momento posterior, se necessário o estabelecimento de novos ou mais adequados objetivos.

Também o reforço pode e é importante ser utilizado nos diferentes momentos que compõem a realização de uma tarefa, sendo esta uma forma de manter a motivação e promover a autoeficácia percebida.

Palavras-chave: Psicologia da aprendizagem; aprendizagem autorregulada; motivação intrínseca; estilo de atribuição causal

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References:

Freire, L. (2009). Auto-regulação na aprendizagem. Ciências e Cognição, 14(2): 276-286.

Lourenço, A., & Paiva, M. (2010). A motivação escolar e o processo de aprendizagem. Ciências e Cognição, 15(2): 132-141.

 

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