Dinâmicas de grupo

Esta abordagem sobre dinâmicas de grupo tem como objectivo perceber em que consistem as mesmas e as suas vantagens em contexto educacional…

Dinâmicas de grupo

Esta abordagem sobre dinâmicas de grupo tem como objectivo perceber em que consistem as mesmas e as suas vantagens, principalmente em contexto educacional. Esta questão coloca-se, uma vez que a sua utilização, cada vez mais frequente em vários contextos, tem-se mostrado bastante eficaz no processo de aprendizagem.

 

Usa-se o termo “dinâmica de grupo” quando se estudam indivíduos em interacção grupal. Esta actividade vem da teoria de campo de Kurt Lewin – fundador da moderna dinâmica de grupo.

            Os indivíduos devem aprender não só acerca do próprio comportamento, como do comportamento grupal, levando a que, ao longo do curso, a motivação académica aumente significativamente e a aprendizagem seja mais espontânea.

            “…segundo a exposição de McKeachie (40), os cursos “centrados sobre o grupo” atingem uma compreensão mais real da dinâmica da personalidade do que aqueles que apenas englobam conferências; os participantes parecem também mais capazes de aplicar a novos problemas os conhecimentos assim adquiridos.”

(Luft, 1968 p.19).

Silva (2008) mencionou algumas características típicas das dinâmicas de grupo, tais como acções com um espaço de tempo curto que levam à motivação e ao envolvimento dos participantes, pretendendo-se estimular relações interpessoais, atendimento ao público, vendas, etc através do desenvolvimento da capacidade de reflecção e de mudança.

Dinâmicas em contexto escolar e educativo

Não são raras as vezes que os professores lidam com factores como a agressividade, a emotividade, a apatia, a motivação, entre outros, que condicionam o processo de aprendizagem, tão característico desta fase evolutiva do desenvolvimento.

Assim, o professor com maiores competências conseguirá o bem-estar psico-emotivo. Os jogos facilitam este tipo de competências, uma vez que permitem não só uma visão mais positiva dos alunos em relação a si mesmos, como também a interacção grupal correcta. Para isto, usa-se uma sala pouco mobilada ou quase vazia em que s colocam as cadeiras em círculo e onde só estejam presentes os participantes para que a actividade seja mais espontânea e para que se possa promover a honestidade grupal. Este tipo de jogo pode durar uma hora.

É possível que alguns dos alunos gozem ou perturbem, fruto da falta de experiencia neste tipo de dinâmicas – resposta defensiva. Nestes casos, o animador deve dizer que a participação não é obrigatória mas incentiva-los a permanecer observando o resto do grupo. Não deve nunca criticar ou comentar negativamente e, no caso de se tratar do próprio professor, deve interrogar-se se esta a usar a forma mais adequada de interagir com a turma bem como se deve continuar com este tipo de jogos.

            Comentários do tipo “És sempre o mesmo…”,” Se os teus pais soubessem disso…”, “Tu sim, és capaz!..”.,” Não sejas estúpido…” propõem um tipo de relação educativa muito discutível na sala de aula, mas mais ainda nas actividades do grupo. (Manes, 2003, pp.12 a 13).

            Para este tipo de jogo, deve ajudar-se o grupo a promover a abstracção, para facilitar o acting out de emoções e sentimentos.

Há duas coisas que se devem promover:

  • Verbalizar a experiencia do princípio ao fim;
  • Respeito mútuo.

Desta forma, incute-se a motivação dos alunos não só para a realização dos jogos mas para eles próprios sugerirem jogos deste tipo.

O envolvimento dos alunos no processo de aprendizagem, visa a tese defendida por Vygotsky que nos diz que “o aprender pela experiência é o processo através do qual o desenvolvimento humano ocorre (Kolb, 1984, p.12, cit in Silva, 2008).

Segundo várias teorias, Silva (2008) afirma que as dinâmicas de grupo, quando bem aplicadas à aprendizagem por experiência, ajudam os professores a obter melhores resultados por parte dos seus alunos, o que os leva a adquirir um conhecimento que passa através dos professores, no sentido de desenvolver a continuidade da procura deste.

As dinâmicas de grupo promovem, principalmente, o espírito reflectivo dos alunos e, por conseguinte, aumenta a sua motivação para a aprendizagem (Silva, 2008).

Conclusão

Parece claro que a utilização de dinâmicas de grupo é uma das formas mais eficazes de obter aprendizagens eficazes por parte dos alunos, uma vez que estas promovem o envolvimento dos mesmos e ajudam na sua concentração. Mais do que assimilar conteúdos, os indivíduos participam nas actividades propostas pelo animador. A participação activa dos indivíduos em contexto educativo, leva à sua motivação bem como à estimulação da capacidade para reflectir sobre a actividade realizada, o que faz com que a aprendizagem sem torne muito mais produtiva.

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References:

  • Luft, J. (1968). Introdução à dinâmica de grupos. Lisboa: Moraes Editores;
  • Manes, S (2003). 83 jogos psicológicos para a dinâmica de grupos. São Paulo: PAULUS Editora.
  • Silva, J. A. P. (2008). O USO DE DINÂMICAS DE GRUPO EM SALA DE AULA. UM INSTRUMENTO DE APREDIZAGEM EXPERIENCIAL ESQUECIDO OU AINDA INCOMPREENDIDO? THE USE OF DYNAMICS OF GROUP IN CLASSROOMS. A FORGOTTEN OR A MISUNDERSTOOD INSTRUMENT OF EXPERIENTIAL LEARNING? SABER CIENTÍFICO, Porto Velho, 1 (2): 82-99.

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