Alfred D. Chandler Jr.

Apresentação da Biografia (Vida e Obra) de Biografia de Alfred D. Chandler Jr.; seus principais estudos e contributos para a Gestão /Administração…

Biografia de Alfred D. Chandler Jr.

Alfred D. Chandler, Jr (Guyencourt, Delaware, 15 de setembro de 1918 – Massachusetts, 9 de maio de 2007) foi um professor de Administração e História Económica na Harvard Business School. Fez pesquisas exaustivas das empresas norte-americanas em actividade no período entre 1850 e 1920, que foram a base da maior parte do seu trabalho posterior e que deram origem a uma nova forma de ver a gestão – a abordagem contingencial.Alfred D. Chandler

Depois de se licenciar em Harvard, tornou-se um historiador no MIT – Massachusetts Institute of Technology. Mais tarde, foi professor de História na Johns Hopkins University e, a partir de 1971, professor de História Económica na Universidade de Harvard.

Chandler foi o primeiro teórico a defender a criação de um plano estratégico antes da elaboração de uma estrutura organizacional, ou seja, a estratégia deve preceder a estrutura. Teorizou também o conceito de descentralização nas grandes empresas, em voga nos anos 60 e 70, defendendo que a vantagem das empresas multidivisionais era o facto de estas permitirem que os executivos de topo deixassem de ser os únicos responsáveis pelo destino de uma empresa e passassem a ter responsabilidades mais rotineiras, ganhando tempo para se dedicarem a outras tarefas e passando a assumir o compromisso de um planeamento a longo prazo. Defendeu também a necessidade de coordenar o planeamento estratégico das sedes com as políticas das unidades de negócio.

Estudos de investigação

Dos seus estudos, realizados em quatro grandes organizações norte-americanas (nomeadamente a Du-Pont, a General Motors, a Standard Oil Co. e a Sears Roebuck & Co.), sobre a estratégia e a estrutura organizacional, Chandler conclui que “a estrutura organizacional das grandes empresas americanas foi sendo gradualmente determinada pela sua estratégia de mercado” e resume:

  1. Acumulação de recursos e ampliação de capacidade produtiva (final do século XIX): o rápido crescimento urbano e a proliferação do caminho de ferro um pouco por todo o mundo levaram ao acentuado crescimento dos sectores do ferro e do aço. Neste período as empresas adoptaram estratégias de ampliação da capacidade produtiva através da acumulação de recursos e de integração vertical através da aquisição de fornecedores de matérias primas, afim de melhor aproveitarem o benefício das economias de escala, e desprezando muitas vezes o desenvolvimento de canais de distribuição.
  2. Racionalização do uso de recursos: a estratégia de crescimento da capacidade produtiva e de integração vertical levou à acentuada ampliação da dimensão das empresas e, consequentemente, à necessidade de organização dos recursos acumulados. Por outro lado, o excesso de capacidade produtiva, notório durante a grande depressão dos anos 30, originou a necessidade de contenção de custos através da criação de estruturas funcionais com linhas de autoridade e de comunicação perfeitamente definidas.
  3. Continuação do crescimento: a racionalização do uso de recursos produtivos possibilitou uma redução dos custos e, consequentemente, um aumento da eficiência. Contudo, a crescente saturação dos mercados e o gradual aumento dos níveis concorrenciais obrigou as empresas a diversificarem os seus negócios e a procurarem novos produtos e novos mercados. Uma das consequências directas desta diversificação foi o aparecimento de departamentos de pesquisa e desenvolvimento e de engenharia e design industrial.
  4. Racionalização do uso de recursos em expansão: a crescente complexidade de produtos e operações levou à criação de novas estruturas organizacionais, nomeadamente a estrutura divisional multidepartamentalizada. Esta nova estrutura organizacional consistia na criação de divisões autónomas e integradas, responsáveis por cada linha principal de produtos. Esta forma de organização, suportada pela descentralização das operações e centralização do controlo administrativo, obrigou as empresas a colocarem uma maior ênfase no planeamento de longo prazo, na definição de objectivos e na avaliação do desempenho de cada divisão.

Em resumo, os estudos de Alfred D. Chandler Jr. concluem que as alterações ambientais levam as empresas a adaptarem as suas estratégias e a alterarem as estruturas organizacionais por forma a permitir a sua execução.

Bibliografia:  

  • Strategy and Structure (MIT Press, 1962);
  • The Visible Hand: The Managerial Revolution in American Business (HBS Press, 1977);
  • Managerial Hierarchies – Comp. Persp. on the Rise of Modern Industrial Enterprises, com H. Deams (HBS Press, 1980);
  • The Coming of Managerial Capitalism, com R. S. Tedlow (Irwin, 1985).
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