Escama

Presentes em peixes e répteis, as escamas cobrem a pele de alguns animais, conferindo-lhes proteção. Podem também estar envolvidas na receção e processamento de estímulos (estando ligadas ao sistema nervoso) e apresentam características diferentes (ao nível do tamanho, forma, etc), de acordo com a espécie ou grupo de animais. Nos peixes, as escamas têm capacidade de regeneração.

Nem todos os peixes possuem escamas. Alguns apresentam pele nua, que poderá ser coberta, por exemplo, por muco.

Ao contrário do que acontece nos peixes, as escamas dos répteis não são destacáveis, fazendo parte integrante da camada mais externa da pele. De tempos a tempos ocorrem as mudas – fenómeno em que esta camada de pele é libertada, formando-se depois uma nova camada. As tartarugas podem ser consideradas um tipo particular de réptil, no que diz respeito ao seu revestimento. Não aparentando possuir as típicas escamas do seu grupo, na verdade as suas carapaças são constituídas por escamas e tecido ósseo que se desenvolvem e diferenciam a partir da sua pele.

Tipos de escamas nos peixes

– Placóides: escamas características dos peixes cartilagíneos (tubarões e raias). Possuem pequenos dentículos que lhes conferem um aspeto e um toque ásperos.

– Ciclóides: estas escamas são lisas e circulares, sem projeções, apresentando assim uma superfície suave. Estão presentes em peixes ósseos.

– Ganóides: este tipo de escama apresenta uma camada externa de ganoína, uma substância que tem semelhanças com o esmalte dos dentes. A ganoína é responsável pelo aspeto brilhante da escama. As escamas ganóides existem, por exemplo, no esturjão.

– Ctenóides: presentes na maioria dos peixes ósseos, são ásperas graças às pequenas projeções que possuem.

Funções

Nos peixes, as escamas constituem uma camada protetora contra agressões do meio externo. Podem ainda ter uma função hidrodinâmica, na medida em que graças a elas a fricção da água contra o corpo do peixe é menor. Contribuem assim para uma natação mais eficiente. Um outro papel que pode ser desempenhado pelas escamas é o do armazenamento de cálcio, elemento que os peixes utilizam em vários processos metabólicos.

No que diz respeito aos répteis, a camada de escamas que cobre a sua pele previne a desidratação, permitindo assim que o indivíduo mantenha um determinado nível de água no corpo.

Escamas e idade

As escamas dos peixes não aumentam de número, mas crescem em tamanho. Ao longo da vida do animal, vão-se formando anéis de crescimento nas suas escamas e o seu estudo permite determinar a idade do indivíduo. O crescimento das escamas e a formação dos anéis de crescimento é influenciado por fatores ambientais, nomeadamente a temperatura, ocorrendo por isso em ritmos diferentes em diferentes alturas do ano.

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References:

– Cassan, F. (2007). Peixes e Anfíbios. Barcelona – Buenos Aires: Editorial Sol.

– McGrouther, M. (2015). Fish scales. Disponível: http://australianmuseum.net.au/fish-scales. Acedido 23-11-2015.

– Silva, R. (2012). Por que é que os peixes têm escamas?. Disponível: http://www.ciencia20.up.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=79:por-que-e-que-os-peixes-tem-escamas&catid=12:perguntas-e-respostas. Acedido 23-11-2015.

Reptiles. Disponível: http://www.stlzoo.org/animals/abouttheanimals/reptiles/. Acedido 23-11-2015.

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