Coping no adulto

O coping no adulto diz respeito à capacidade de utilizar as estratégias e recursos, para lidar com situações que, na sua maioria, são altamente propiciadoras de stresse.

O coping no adulto diz respeito à capacidade de utilizar as estratégias e recursos, para lidar com situações que, na sua maioria, são altamente propiciadoras de stresse.

Para Albuquerque, Martins e Neves (2008) o coping tem como objetivo fornecer estratégias ao indivíduo que lhe permitam melhor lidar com as suas emoções, bem como ter mais controlo sobre si mesmo.

Segundo Sousa e Santos (2012) quando se trata do coping no adulto, diz respeito ao tipo de estratégias que o indivíduo utiliza, nesta fase de desenvolvimento para se adaptar à diversidade, ou ainda aquilo que ele faz para lidar com situações geradoras de stresse.

Tal como acontece no caso do coping nas crianças, no caso do adulto, este também se foca em dois aspetos essenciais, sendo eles a resolução dos problemas e a adaptação e controlo das emoções geradas pelos fatores causadores de stresse (Sousa, & Santos, 2012). Também é verdade que, em ambas as situações, parece ser comum a todas as fases de desenvolvimento da vida humana, que a capacidade de utilização das estratégias de coping, está diretamente relacionada com os recursos que o adulto tem à sua disposição (Sousa, & Santos, 2012).

A forma de lidar com o stresse depende também bastante do estilo de vida que o indivíduo leva e o coping tem uma forte ligação com isso, uma vez que, como já foi referido acima, está diretamente relacionado com os recursos que existem em seu redor (Albuquerque, Martins, & Neves, 2008).

O indivíduo tem então, à sua disposição, variáveis pessoais e socioecológicas, sendo as primeiras atribuídas a questões físicas e psicológicas, tais como saúde, moral, crenças etc, e as segundas atribuídas ao ambiente e ao contexto em que o adulto se encontra (Sousa, & Santos, 2012). Estas segundas dizem ainda respeito aos relacionamentos conjugais, familiares, às redes sociais, aos recursos funcionais ou práticos e ainda à questão económica (Sousa, & Santos, 2012).

Em alguns estudos, levados a cabo por Albuquerque, Martins e Neves (2008) verifica-se que existe uma maior necessidade de criar estratégias de coping face ao stresse, em indivíduos provenientes de classes mais desfavorecidas, uma vez que os mesmos, devido à sua condição sócio económica, tendem a mostrar mais preocupações com os filhos, com as relações interpessoais, com a relação conjugal, etc. Uma das variáveis que mais gera stresse nesta condição é aposentadoria destes indivíduos, uma vez que, além de todo este somatório de circunstâncias, encontram-se, também, em idade mais avançada (Albuquerque, Martins, & Neves, 2008).

Sousa e Santos (2012) indicam que as estratégias de coping associadas à resolução de problemas e ao controlo das suas emoções, são fundamentais para compreender de que forma é que o indivíduo utiliza cada uma delas. É de acordo com a gestão destas duas estratégias, que compreendemos a forma como o adulto se relaciona entre as suas amizades, nos eventos sociais, etc (Sousa, & Santos, 2012)

As amizades, são dos recursos mais importantes que apoiam os indivíduos na gestão da sua capacidade de coping face ao stresse, uma vez que o apoio social é fundamental (Sousa, & Santos, 2012). Este recurso traz, muitas vezes, não só apoio psicológico como até mesmo, recursos materiais, por meio das redes sociais envolventes (Sousa, & Santos, 2012).

De acordo com os estudos de Cobb (1978, cit in Sousa, & Santos, 2012), o facto de um indivíduo amar e ser amado, ser valorizado e estimado, é uma das maiores e mais fortes formas de suporte social.

Conclusão

Verifica-se que o coping no adulto tem como principal foco a capacidade de lidar com o stresse, tendo em conta, não só os recursos que o mesmo tem disponíveis como outras características tais como a idade, o nível sócio-económico, a relação conjugal, os filhos entre outras. No caso de indivíduos com idade mais avançada, as estratégias de coping assumem uma importância mais focada, principalmente nas classes menos favorecidas, uma vez que a aposentadoria também influencia nesse aspecto.

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References:

  • Albuquerque, F.J.B., Martins, C.R., & Neves, M.T.S. (2008). Bem-estar subjetivo emocional e coping em adutos de baixa renda de ambientes urbano e rural. Subjective emotional well-being and coping in low income earning adults in the urban and rural environments. Estudos de Psicologia | Campinas | 25(4) | 509-516 | outubro-dezembro, 2008.
  • Sousa, D.A., & Sanos, E.C. (2012). Relacionamentos de Amizade e Coping entre Jovens Adultos. Psicologia: Teoria e Pesquisa. Jul-Set 2012, Vol 28 n.3, pp. 345-356.
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