Praça-Forte de Valença

Apresentação da Praça-Forte de Valença, também conhecida por Fortificação da Praça de Valena do Minho: localização geográfica, histórica e características

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A Praça-Forte de Valença, também conhecida como Fortificação da Praça de Valença do Minho, situa-se na freguesia e concelho de Valença, no distrito de Viana do Castelo. 

A sua localização no extremo norte de Portugal, em posição dominante sobre a margem esquerda do minho, é um fator crucial. Era a partir daqui, na fronteira com Tui, na Galiza, que se controlava o principal ponto de travessia do rio Minho. Assim, Valença é a mais importante fortaleza do Alto Minho. No contexto da Guerra da Restauração esta foi uma impressionante fortificação abaluartada. Juntamente com as fortalezas de Viana do Castelo, Caminha e Monção, é uma das quatro grandes fortificações em que assentava a defesa do noroeste de Portugal. 

Em 2019 foi anunciada a candidatura da fortificação a Património Mundial da UNESCO, juntamente com as fortificações de Almeida, Marvão e Elvas, no contexto das Fortificações Abaluartadas da Raia

Praça-Forte de Valença

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História da Praça-Forte de Valença

A fortificação de Valença remonta à transição do século XII para o século XIII. Tinha como função defender a povoação e a travessia daquele trecho do rio. 

Durante a Guerra da Restauração, esta fortificação foi reformada de acordo com um projeto do francês Miguel de l’Ècole. Assim, nessa altura foram reconstruídos os muros para abraçar o perímetro da vila que ao longo do tempo se foi estendendo. Também foram erguidas novas estruturas, como a Coroada (com três baluartes e dois meio-baluartes), novos fossos, revelins para defesa e sete novos baluartes (Carmo, Esperança, Faro, Lapa, São Francisco, São João E Socorro). Com estas obras em andamento, resistiu a uma incursão espanhola em 1643. Em 1654 acabou por cair em mãos espanholas. Esta perda durou pouco, uma vez que logo a fortaleza foi reconquistada pelas tropas portuguesas. As obras foram concluídas em 1716. 

Durante a Guerra Peninsular as tropas napoleónicas fizeram explodir a Porta do Sol. 

Sendo a mais importante fortificação do Alto Minho, ao longo do século XX foi alvo de várias intervenções de conservação e restauro, o que permitiu o bom estado de conservação destas estruturas no dia de hoje. 

Características do monumento

Este monumento é um exemplar de arquitetura militar, abaluartado de enquadramento urbano. 

Com a reconstrução das defesas, Valença transformou-se numa praça-forte que separou a povoação do rio com uma expressiva rede de baluartes e de patamares que se comunicam entre si. A praça-forte tem 5,5 quilómetros de extensão de muralha, 13 baluartes, 33 guaritas, cinco revelins e 194 canhoneiras. Assim, assume-se como uma das maiores e mais bem conservadas fortificações do mundo. 

A praça-forte de Valença ficou dividida em duas grandes áreas que se comunicavam pelas Portas do Meio: o setor norte (abrange a antiga vila medieval) e o setor sul (uma área menor chamada Coroada).

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