Dinis I

Dinis I de Portugal foi um reformador e sábio administrador do reino português, promovendo uma prosperidade nunca antes vista no reino.

Biografia Dinis I:

Dinis I de Portugal era filho de Afonso III com Beatriz de Castela. Nasceu a 9 de Outubro de 1261 em Lisboa. Foi coroado Rei de Portugal a 6 de Fevereiro de 1279, reinando até a sua morte a 7 de Janeiro de 1325. Casou-se com Isabel de Aragão, a Rainha Santa Isabel, resultando desta união, o sucessor Afonso IV, e Constança de Portugal. Ficou conhecido para a História como o Lavrador e o Poeta.

Dinis I de Portugal

Dinis I de Portugal

Dinis I foi o sucessor natural, após a morte do seu pai Afonso III. Uma das primeiras medidas, do novo soberano, foi solucionar o conflito entre Portugal e Roma, instigado pelo pai. Dinis assinou um acordo, com o Papa Nicolau IV, onde prometia defender os interesses da Igreja no reino. Mais tarde este acordo traria os seus frutos para Portugal, com a permissão papal de criação da Ordem de Cristo, ordem religiosa criada em Portugal, em substituição da Ordem dos Templários.

Como o seu pai havia concluído o processo de reconquista português, os mais de quarenta anos de reinado de Dinis I, foram dedicados à criação de uma identidade nacional, e frenesim reformador, que permitiram a Portugal tornar-se dos reinos mais influentes no contexto político da Época Medieval. Apenas envolveu-se num conflito com Castela, em 1295, prontamente solucionado com a cedência de Serpa e Moura a Portugal, e assinatura do Tratado de Alcanizes em 1297.

Dedicando-se exclusivamente à administração do reino, promoveu diversas reformas judiciais; administrativas; económicas e políticas. Foi responsável pela uniformização da língua portuguesa, essencial para a fixação identitária de qualquer nação, e dos pesos e das medidas. Até o reinado de Dinis I, cada cidade e região, definia as suas próprias medidas, originando discrepâncias comerciais no reinado, que desencorajavam trocas comerciais, tanto internamente como externamente, dificultando também, a colecta de impostos pelos oficias régios.

Continuou a política de centralização do poder régio, iniciada com Afonso II e D. Afonso III. Durante o seu reinado, foram elevadas diversas povoações, a cidade ou concelho, libertou as ordens militares fixadas em Portugal da influência estrangeira, incentivou a exploração de minas de pratas, ferro, estanho e cobre. Promoveu o comércio externo, exportando o excedente da produção em Portugal. Assinou o primeiro acordo comercial com Inglaterra em 1308, que mais tarde evoluiria, para uma aliança entre os dois reinos, com o Tratado de Windsor.

Lançou as bases para a criação da Marinha Portuguesa, ao contratar o genovês Manuel Pessanha, como Almirante, responsabilizando-o pela criação de uma estrutura naval, tanto militar como marcante. Seria o seu filho, Afonso IV, que começaria a tirar os primeiros proveitos desta iniciativa de Dinis, que mais tarde estaria na origem da expansão ultramarina portuguesa.

Ficou conhecido como o Poeta, por dedicar-se á poesia trovadoresca, foi um dos principais impulsionadores, deste género literário na Península Ibérica. Promoveu a tradução de diversas obras, tanto das letras como das ciências, para português. Foi o primeiro soberano de Portugal, verdadeiramente culto e alfabetizado.

Em 1290, cria em Lisboa, a primeira Universidade portuguesa, dedicada ao ensino da Medicina, Artes, Direito Civil e Religioso. Após transitar diversas vezes entre Lisboa e Coimbra, a Universidade fixou-se definitivamente em Coimbra com João II em 1537.

O epíteto, o Lavrador, surge com a protecção dada por Dinis I aos agricultores, através de isenções e benefícios, e criação de inúmeros mercados agrícolas um pouco por todo o reino. Embora seja do senso comum, a plantação do Pinhal de Leiria, não foi ordenada por Dinis, mas sim pelo seu pai, Dinis apenas conservou-o. Este Pinhal era e é fundamental, para impedir o avanço das dunas, protegendo tanto povoações como terrenos agrícolas.

Os últimos anos do seu reinado ficaram, marcados pelo conflito com o filho Afonso, que receava o favorecimento do pai ao meio-irmão Afonso de Sanches. De facto Dinis I preferia Afonso de Sanches, ao seu filho legítimo com Isabel de Aragão. O conflito não escalou para guerra aberta, entre pai e filho, por intervenção da Rainha, que após a morte de D. Dinis, seria também fundamental, ao apaziguar e mediar o conflito entre os meios-irmãos.

É globalmente considerado um reino justo, que pôde dedicar a sua vida à administração e reforma do reino. Estas reformas trouxeram prosperidade a Portugal, que seria aproveitada mais tarde, no processo de expansão atlântica. Após a sua morte em 1325, foi sucedido pelo seu filho legítimo Afonso IV.

Reis da Primeira Dinastia (Dinastia de Borgonha)

| Afonso I | Sancho I | Afonso II | Sancho II | Afonso III | Dinis I | Afonso IV | Pedro I | Fernando I |

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References:

MATTOSO, José (Dir.); História de Portugal, 1. Antes de Portugal, 2. Monarquia (A) feudal (1096-1325), 3. No Alvorecer da Modernidade, 1480_1620(, Circulo de Leitores, Lisboa, 1993

SERRAO, Joel MARQUES, A. H. de Oliveira, Dir.; Nova Historia de Portugal, 2. Das invasoes germanicas a “Reconquista”, 3. Portugal em definiçao de fronteiras. Do Condado Portucalense a crise do seculo XIV. Proença, Lisboa, 1992

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