Intervenção na perturbação alimentar

A intervenção na perturbação alimentar pretende trazer o equilíbrio e promover a saúde aos indivíduos com hábitos alimentares prejudiciais.

A intervenção na perturbação alimentar pretende trazer o equilíbrio e promover a saúde aos indivíduos com hábitos alimentares prejudiciais.

Segundo os estudos de Vaz, Conceição e Machado (2009) a intervenção junto de indivíduos com perturbação alimentar, procura compreender os mecanismos que levam à manutenção dos comportamentos que compõem a perturbação em si. No caso da bulimia, por exemplo, os autores referem que se procura perceber, através da auto-avaliação do indivíduo, de que forma é que a perturbação o torna disfuncional (Vaz, Conceição, & Machado, 2009).

A intervenção tem como função conseguir desenvolver a autoestima do doente e trazer-lhe uma imagem positiva de si mesmo (Pimenta, Leal, Branco, & Maroco, 2009).

O tratamento cognitivo-comportamental é privilegiado neste tipo de perturbação, a partir do qual, o profissional procura que o paciente tenha um plano alimentar regular em que estejam incluídos todos os alimentos até então evitados, diminuir e evitar riscos de compulsão alimentar e de vómito, aprender a minimizar a preocupação com o corpo, precaver a recaída (Vaz, Conceição, & Machado, 2009).

De acordo com diferentes estudos, este tipo de terapia é o que tem obtido melhores resultados em diferentes tipos de perturbações alimentares, como a já referida bulimia.

Na maioria dos casos, a terapia leva à obtenção do equilíbrio do peso, associado também à prática de exercício físico e eliminação de ingestão daquilo que não é saudável (Pimenta, Leal, Branco, & Maroco, 2009).

Conclusão

A intervenção junto de pacientes com perturbação alimentar pretende não só trazer o equilíbrio no que concerne à alimentação, mas também compreender o que faz com que os mesmos mantenham os sintomas. O principal objetivo é trabalhar a auto-avaliação do indivíduo que, normalmente tem uma imagem corporal distorcida com baixa autoestima e extrema rigidez. O tratamento prioritário é normalmente a terapia cognitivo-comportamental.

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References:

  • Pimenta, Filipa, Leal, Isabel, Branco, Jorge, & Maroco, João. (2009). O peso da mente – Uma revisão de literatura sobre factores associados ao excesso de peso e obesidade e intervenção cognitivo-comportamental. Análise Psicológica, 27(2), 175-187. Recuperado em 11 de dezembro de 2018, de http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0870-82312009000200005&lng=pt&tlng=pt.
  • Vaz, Ana Rita, Conceição, Eva M., & Machado, Paulo P.P.. (2009). A abordagem cognitivo-comportamental no tratamento das perturbações do comportamento alimentar. Análise Psicológica, 27(2), 189-197. Recuperado em 11 de dezembro de 2018, de http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0870-82312009000200006&lng=pt&tlng=pt.

 

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