Comunicação não verbal

A comunicação não verbal engloba o uso da linguagem corporal, quando o indivíduo é capaz de se expressar utilizando o seu corpo.

Comunicação não verbal

A comunicação não verbal engloba o uso da linguagem corporal, quando o indivíduo é capaz de se expressar utilizando o seu corpo. Através de expressões faciais,posturas corporais, distâncias físicas e gestos que são de caráter inconsciente ao comunicador.

A comunicação não verbal exerce fascínio sobre a humanidade desde seus primórdios, pois envolve todas as manifestações de comportamento não expressas por palavras, como os gestos, expressões faciais, orientações do corpo, as posturas, a relação de distância entre os indivíduos e, ainda, organização dos objetos no espaço (Silva, Brasil, Guimarães, Savonitti,& Silva, 2000). Pode ser observada na pintura, literatura, escultura, entre outras formas de expressão humana onde está presente no nosso dia-a-dia mas que, muitas vezes, não temos consciência da sua ocorrência e, nem mesmo de como acontece (Silva, etal, 2000). Considerando que a capacidade de ouvir e compreender o outro inclui, não apenas a fala, mas também as expressões e manifestações corporais como elementos fundamentais no processo de comunicação, a cinésica, ou seja, o estudo da linguagem corporal, assume um papel importante na descodificação das mensagens recebidas durante as interações profissionais ou pessoais (Silva, etal, 2000).

A cinésica

A cinésica, também denominada por cinética, foco central do estilo de comunicação não verbal, foi estudada por Birdwhistel, antropólogo pioneiro na tentativa de compreender a linguagem do corpo (Silva, e tal, 2000). Ele dedicou-se ao estudo dos movimentos corporais e não identificou qualquer expressão facial, atitude ou posição do corpo que tivesse o mesmo significado nas diversas sociedades em que se considera que não há gestos ou movimentos corporais que possam ser considerados como símbolos universais e, que todas as culturas têm no seu repertório gestual (Silva, e tal, 2000).

Podemos ver que nos seus resultados se conclui que é possível fingir uma expressão alegre, zangada ou triste, porém, a dificuldade está em fazer esta expressão surgir de uma hora para outra, mantê-la, ou mesmo esconde-la, pelo que, para que tal seja possível, é preciso estudar minuciosamente e de forma consciente, os diferentes gestos (Silva, e tal, 2000). Este exercício só é, realmente conseguido, com treino e tende a facilitar o reconhecimento de um sentimento ou emoção, ainda que subtilmente expressos (Silva, e tal, 2000).

O objetivo dos estudos acerca da comunicação não verbal é proporcionar a capacidade de reflexão que permita compreender a importância do conhecimento sobre linguagem corporal (Silva, e tal, 2000).

Compreendendo as questões ligadas à comunicação não verbal, é possível, especialmente para profissionais do foro da saúde, obter maior sensibilidade para prestar os devidos cuidados aos utentes, com um profissionalismo que se pretende que seja de excelência (Silva, e tal, 2000).

Através da capacidade de compreender a comunicação não verbal, torna-se, muitas vezes, possível, perceber a verbal de uma forma diferente, uma vez que, não são raras as vezes em que uma contradiz a outra (Silva, e tal, 2000). Isto significa que nem sempre o nosso comportamento é congruente com as nossas palavras, o que leva a uma interpretação diferente daquela que seria obtida se nos limitassemos a dar atenção apenas ao que é dito verbalmente (Silva, e tal, 2000).

Pela comunicação não verbal, podemos ainda observar as emoções mais genuínas tais como alegria, raiva, nojo, medo, tristeza, surpresa, desprezo, por meio das configurações faciais e de arranjos de sinais, principalmente, na testa, olhos e boca (Silva, e tal, 2000).

É principalmente pelas expressões da face que nos expomos mais enquanto seres humanos, porque é através da mesma que demonstramos maior número de emoções (Silva, e tal, 2000).

Conclusão

Os estudos demonstram que a linguagem não verbal diz respeito às expressões do corpo com as reações que a pessoa tem, o que significa que pode pode estar a dizer uma coisa e o corpo a dizer outra. Podemos assim concluir que a forma mais fidedigna de compreender como é que o indivíduo se expressa é, precisamente, através deste tipo de comunicação, uma vez que a mesma foge ao controlo do nosso consciente.

 

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References:

  • Silva, Lúcia Marta Giunta da, Brasil, Virginia Visconde, Guimarães Heloísa Cristina Quatrini Carvalho Passos, Savonitti Beatriz Helena Ramos de Almeida, & Silva, Maria Júlia Paesda. (2000). COMUNICAÇÃO NÃO-VERBAL: REFLEXÕES ACERCA DA LINGUAGEM CORPORAL. Revista latino-americana enfermagem – Ribeirão Preto – v.8 – n.4 – p.52-58 – agosto 2000.

 

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