Tales de Mileto, Pré-Socráticos

Tales de Mileto foi um filósofo Pré-Socrático que viveu proximamente entre 624 a.C. e 548 a.C.. Fenício de origem, Tales é considerado o mais antigo filósofo grego. Sua dedicação no campo do pensamento foi ampla, se aplicou à Política, Matemática e Astronomia. Segundo alguns historiadores ele teria previsto o primeiro eclipse solar em 585 a.C.

Fundador da escola jônica, considerada a primeira escola filosófica, Tales e outros pensadores dessa escola da Ásia Menor estavam preocupados em achar a substância única, a causa, o princípio do mundo natural. Os jônicos julgaram encontrar a substância última das coisas em uma matéria única; e pensaram que nessa matéria estivesse imanente uma força ativa, de cuja ação derivariam precisamente a variedade, a multiplicidade, a sucessão dos fenômenos.

Dentre os estudiosos da escola Jônica encontramos os antigos e os posteriores. Os antigos consideravam o universo do ponto de vista estático, procurando determinar o elemento primordial, a matéria primitiva de que são compostos todas os seres. Já os jônicos posteriores imprimem outra impressão sobre os estudos cosmológicos e analisavam o universo pelo seu aspecto dinâmico. Por isso vão buscar compreender a questão do movimento e da transformação. Entre os jônicos posteriores encontramos Heráclito, de Éfeso e Anaxágoras de Clazômenas.

Já entre os jônicos antigos encontramos Tales. Ele fundamenta sua explicação sobre a origem da realidade em duas bases: a não utilização de conteúdo sobrenatural para explicar a realidade e, partindo dela mesma afirma ser a água o elemento primordial do processo natural de criação; e o senso crítico aflorado e estimulado em sua escola, o que levava os seus discípulos a pensarem ideias a partir de outros pontos de vista explicativos.

Apesar de não ter deixado nada escrito, sabemos através de pensadores posteriores que ele tinha a sensação da presença da água em todas coisas. É exatamente a partir da sua observação /sensação sobre os estados da água que ele concluiu a possibilidade da mesma se transformar ilimitadamente; e desse processo se construiriam as formas de vida mais complexa, afinal,  “o morto resseca, enquanto os germes são úmidos, e os alimentos cheios de seiva” Tales de Mileto.

*Ainda sobre Pré-Socráticos, ver:

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References:

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. 1° ed. brasileira coordenada e revista por Alfredo Bosi; revisão da tradução e tradução de novos textos Ivone Castilho Beneditti – 6°ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2012.

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e MARTINS, Maria helena Pires. Filosofando. 4° Ed. São Paulo: Moderna, 2009.

MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 2°ed. Rio de Janeiro: 2007

MEIER, Celito. Filosofia: por uma inteligência da complexidade. 1°ed. Belo Horizonte: Pax editora, 2010.

OSBORNE, Richard. Filosofia para iniciantes. Trad. Adalgisa Campos da Silva. 4°ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998.

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