Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

Apresentação do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, um dos pontos característicos e importantes da cidade da região centro de Portugal

O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra é um jardim botânico que se situa na cidade de Coimbra, em Portugal. Tem cerca de treze hectares e meio e é um dos pontos turísticos mais atrativos da cidade da zona centro do país.

 Jardim Botânico da Universidade de Coimbra 3

O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra localiza-se no ‘coração’ da cidade de Coimbra desde o ano de 1772, por iniciativa do Marquês de Pombal, como consequência da reforma pombalina dos estudos universitários e tem uma área aproximada de mais de treze hectares e meio, uma construção feita em terrenos que na sua maioria foram doados pelos frades Beneditos. O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra surgiu pela necessidade de complementar o estudo da Medicina e da História Natural. É atualmente membro da Associação Ibero-Macaronésica de Jardins Botânicos e da BGCI – Botanical Gardens Conservation Internacional – e também apresenta programas de conservação para a Internacional Agenda for Botanic Gardens in Conservation. Neste momento o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra encontra-se com projetos em curso como o projeto “UC Plantas – Saber plantar o futuro” e o projeto “A nossa casa é verde”. Outra das missões do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra é participar na conservação da diversidade do meio ambiente com particular foco nas plantas e para isso promove alguns projetos de investigação abrindo portas a estudantes e investigadores no próprio espaço do Jardim Botânico e em vários graus de formação e áreas de investigação diferentes. O espaço do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra situa-se junto ao Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), na Calçada Martim de Freitas, junto ao Aqueduto de São Sebastião, na freguesia de Almedina. O Aqueduto de São Sebastião é também conhecido como «Arcos do Jardim». A administração do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra pertence, precisamente, à Universidade de Coimbra. Os espaços do jardim dividem-se entre a Alameda das Tílias, um dos corredores mais emblemáticos do jardim, a Estufa Grande, que começou a se feita no ano de 1859 e que constitui um dos mais antigos edifícios/ estruturas da arquitetura do ferro no país de Portugal. O edifício da Estufa Grande é feito em ferro e em vidro e alberga plantas tropicais e sub tropicais; Está dividida em três partes ou secções que reproduzem ou imitam os climas tropicais, os climas subtropicais e os climas temperados para assim ajudar na preservação e manutenção das várias espécies de plantas existentes na estufa. O jardim comporta ainda o Recanto Tropical, com palmeiras de diferentes espécies oriundas de todos os continentes do Mundo. O recanto inclui a única espécie portuguesa de uma das plantas oriundas do Algarve e de nome Chamaerops humilis ssp. Humils.

Fontanário (ou Quadrado Central)

Fontanário (ou Quadrado Central)

Outra das secções mais emblemáticas do jardim é o Fontanário (ou Quadrado Central), que é considerado o berço do jardim. Neste lugar estão presentes influências de estilo neoclássico, portões de ferro forjado, cantarias, muros e canteiros geometricamente projetados. Nesta secção estão presentes plantas como magnólias variadas, cerejeiras de jardim, azáleas, entre outras. O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra tem ainda uma outra estufa, a Estufa Fria, que foi construída na década dos anos 50 sob a direção do ilustre botânico Professor Doutor Abílio Fernandes, que era na altura o diretor do jardim. Neste espaço encontram-se as espécies adaptadas a ambientes mais sombrios e a climas mais húmidos e estão rodeadas por uma cascata e um pequeno riacho que atravessa a estufa na sua extensão. Além da estufa existe ainda uma parte do jardim que se dedica à reserva para o banco de sementes do jardim e que são duas secções: as Escolas Sistemáticas e a Escola Médica, sendo que a última apresenta plantas de carácter aromático e para fim medicinal. A distribuição das plantas é feita em canteiros consoante a família a que pertencem. Outra das zonas do Jardim Botânico é o Bambuzal/ Capela de São Bento, que foi introduzida no jardim no ano de 1852 e que foi a espécie de bambu que se considerou mais adequada ao terreno onde foi colocada. A Capela de São Bento foi adaptada a local de oratório na época dos frades Beneditinos. A Mata é outra das zonas do jardim e ocupa uma área total equivalente a dois terços do jardim. É composta na maioria por árvores exóticas de várias regiões do mundo. Na Mata existe uma coleção de Monocotíledónias, dezenas de espécies diferentes de eucaliptos e um pomar. De destacar ainda a estátua de Júlio Henriques, nomeado diretor do jardim no ano de 1873 e o fundador da primeira sociedade científica botânica de Portugal, a Sociedade Broteriana. Na continuidade do trabalho desenvolvido por Júlio Henriques surgiu o diretor Luís Carrisso, em 1918. Este diretor tem também uma homenagem ao seu trabalho e à sua vida num baixo relvo de autoria de José dos Santos, datado do ano de 1948.

Vista para o aqueduto de São Sebastião

Vista para o aqueduto de São Sebastião

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