Vinculação

Em Psicologia, a vinculação usualmente refere-se à relação estabelecida entre a mãe/figura cuidadora principal e o bebé ou à relação entre os pais/cuidadores e o bebé/filho. Esta caracteriza-se pela promoção dos cuidados físicos e emocionais, de forma sistemática, pelo cuidador ao bebé, num clima de proximidade.

Conceito de vinculação

Em Psicologia, a vinculação usualmente refere-se à relação estabelecida entre a mãe/figura cuidadora principal e o bebé ou à relação entre os pais/cuidadores e o bebé/filho. Esta caracteriza-se pela promoção dos cuidados físicos e emocionais, de forma sistemática, pelo cuidador ao bebé, num clima de proximidade.

Vinculação e socialização

A relação mãe-bebé é o primeiro vínculo que o ser humano estabelece na história das suas relações, sendo este vital no modo como aprende a olhar-se e aos outros.

São estas primeiras experiências de vinculação que permitem ao bebé ser cuidado e interagir com os seus cuidadores, através do toque, do sorriso, do choro e das primeiras vocalizações. Estas relações providenciam a proteção e o cuidado que o bebé necessita enquanto ser frágil e dependente.

Ao longo do seu desenvolvimento e crescente autonomia, a(s) figura(s) de vinculação funcionam também como base segura de exploração do espaço e de novas interações, promovendo na criança a possibilidade de se expandir, testar limites e alargar o meio no qual se move, fisica e psicologicamente (e.g. estabelecendo relações com outros adultos e pares – para saber mais visite o artigo relação de pares).

Neste sentido, são importantes não só o afeto e a disponibilidade emocional, mas também a estrutura e o estabelecimento de limites que em conjunto proporcionam confiança, segurança e suporte.

Vinculação e relações interpessoais ao longo da vida

A acessibilidade e a disponibilidade que a criança percebe na(s) figura(s) de vinculação condicionam a estruturação do que se designa por modelos internos dinâmicos. Estes são como mapas que orientam a criança, mais tarde tornada adulto, quanto às expetativas, emoções e comportamentos nas suas relações interpessoais.

Por outras palavras, o modo como a criança interioriza o quanto pode confiar nas primeiras figuras que dela cuidaram tende a moldar o modo como esta confiará nos outros ao longo da sua vida (e.g. sentindo-se mais seguro ou mais ansioso em relação com os outros). Estas tendências, relativamente estáveis, de interação com os outros designam-se por estilos de vinculação.

A relação entre experiências de vinculação precoces e relações de vinculação na vida adulta tem motivado diversos autores a estudar o impacto das primeiras no estabelecimento e manutenção de relações amorosas. Estas últimas, pelo seu carácter de maior intimidade e proximidade, podem ser consideradas relações de vinculação estabelecidas entre pares/casal.

Não obstante a influência vital que as primeiras experiências de vinculação assumem nas relações interpessoais futuras (de vinculação e socialização), é possível existiram experiências relacionais reparadoras ao longo da vida, isto é, relações que permitem ao indivíduo experienciar novas formas de confiar, sentir-se seguro, cuidar e ser cuidado de forma ajustada.

Também a Psicologia Clínica/Psicoterapia proporciona uma relação e um espaço importantes não só na tomada de consciência de eventuais padrões ou estilos de vinculação que possam contribuir para relações ou formas de estar menos ajustadas (e.g. ansiedade; evitamento da intimidade; dependência excessiva – para saber mais visite o artigo dependência afetiva), mas também a mobilização de estratégias necessárias à mudança.

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References:

Canavarro, C., Dias, P., & Lima, V (2006). A avaliação da vinculação no adulto: Um revisão crítica a propósito da aplicação da Adult Attachment Scale-R (AAS-R) na população portuguesa. Psicologia, 20(1), 154-186.

Castilho, P., Pinto Gouveia, J., & Amaral, V. (2010). Recordação do efeito de ameaça e subordinação na infância e psicopatologia: O efeito mediador do auto-criticismo. Psychologica, 52(2),475-498.

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