Processo Psicoterapêutico

O processo psicoterapêutico é constituído por um conjunto de variáveis, entre as quais a relação terapêutica, estabelecida entre duas pessoas, comummente designadas por psicoterapeuta e paciente.

Conceito de Processo Psicoterapêutico

O processo psicoterapêutico é constituído por um conjunto de variáveis, entre as quais:

  • Relação terapêutica, estabelecida entre duas pessoas, comummente designadas por psicoterapeuta – formado em psicologia clínica ou psiquiatria e com formação complementar numa associação ou sociedade científica de psicoterapia – e paciente/cliente/utente;
  • Espaço psicoterapêutico, o espaço físico e o clima terapêutico no qual decorrem as sessões;
  • Tempo do processo, isto é, a perspetiva temporal que faz deste um processo ao longo do tempo com diferentes fases de mudança.

O processo é orientado com base em objetivos terapêuticos estabelecidos e acordados entre as duas pessoas que compõem a relação terapêutica, tendo em vista não só a redução do mal-estar psicológico, mas também a promoção do bem-estar psicológico da pessoa que procura o processo.

O seu desenrolar pressupõe então o estabelecimento de uma relação, caracterizada pela presença de um ambiente contentor, que possibilite o estabelecimento de confiança e segurança por parte do paciente, complementarmente ao desafio na tomada de consciência daqueles que são os fatores de manutenção do seu mal-estar psicológico.

Esta tomada de consciência permite ao indivíduo não só a implementação de ações tendencialmente reparadoras, isto é, que lhe permitam, através de diferentes perspetivas e comportamentos, mudar o modo como funciona a cada momento, mas também responsabilizar-se por estas mesmas ações e promover a sua autonomia.

Este afigura-se assim um dos objetivos centrais e transversais do processo psicoterapêutico, na medida em que este não visa apenas a resolução de queixas ou situações atuais, mas também a capacitação do indivíduo para a resolução efetiva de dificuldades ou desafios que se revelem no futuro ao nível intra (cognitivos, emocionais) ou interpessoal (sociais).

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References:

Vasco. A. B. (2006). Entre nuvens e relógios: Sequência temporal de objectivos estratégicos e integração em psicoterapia. Revista Portuguesa de Psicologia, 39, 9-31.

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