Pacheco, Jaime

Jaime Pacheco foi um jogador de futebol na década de 80 e inícios de 90, tornando-se treinador de futebol, levando o Boavista a Campeão Nacional, em 2000/2001.

Biografia de Jaime Pacheco

Jaime Pacheco foi um jogador de futebol na década de 80 e inícios de 90, tornando-se treinador de futebol, levando o Boavista a Campeão Nacional, em 2000/2001.

Jaime Moreira Pacheco nasceu a 22 de Julho de 1958, em Paredes. Vindo de um berço humilde, começou o seu caminho no futebol na equipa de Rebordosa. Passou para um clube vizinho, os Aliados do Lordelo onde chegou a sénior e despertou a curiosidade e o interesse de várias equipas nacionais. O Futebol Clube do Porto levou avante os seus intentos na contratação do atleta que acabaria por fazer parte da equipa para a época de 1980/1981. Esteve nos dragões durante quatro temporadas numa primeira fase, onde se foi estabelecendo com cada vez maior preponderância no meio campo portista, visto que se tratava de um médio muito completo que tanto conseguia ajudar na tarefa defensiva com o seu posicionamento e garra que lhe eram reconhecidas, assim como na parte ofensiva do jogo dos dragões onde emancipavam a sua visão de jogo com a sua reconhecida técnica não quebrando em nenhum dos momentos de jogo, o que lhe conferia um papel de relevo na dinâmica de jogo do Futebol Clube do Porto. Era um jogador à imagem do clube e isso agradava à maioria da massa associativa azul e branca. Nestas primeiras quatro épocas nas Antas não venceu nenhum título nacional mas foi um dos elementos que jogou na final da Taça das Taças, em 1984, que perderam para a Juventus. Antes havia conquistado apenas uma Supertaça, em 82/83 e uma Taça de Portugal, em 83/84. No Verão quente que se viveu no Porto por estas alturas, Pacheco mudava-se para o rival Sporting, onde permanecia por duas temporadas e com o mesmo destino do que nos dragões. Sem títulos conquistados, regressava ao Futebol Clube do Porto, onde tinha que cumprir o seu destino de vencedor, chegando na época em que o Porto se sagrou Campeão Europeu, frente ao Bayern de Munique, em 1986/1987, ainda que não tenha participado nos jogos mais importantes do campeonato e das competições internacionais, seja Taça dos Clubes Campeões Europeus, Supertaça Europeia e a Taça Intercontinental. Ainda assim, foi importante na temporada seguinte na dinâmica de jogo da equipa, ajudando a elevar o nome do clube a primeiro do campeonato nacional, conquista que ainda lhe faltava. Junta a esse triunfo, um outro na Taça de Portugal. Nesta altura, já não ia à selecção nacional com a regularidade que vincou entre 1983 e 1986, ano em que se realizou o Campeonato do Mundo do México, do qual Portugal saiu muito mal visto e teve como consequência, o afastamento de alguns jogadores da selecção nacional. Pacheco foi um deles, só regressando em 1990, sendo o jogo de despedida depois de 25 jogos com as quinas ao peito. Em 1988/1989 completa mais uma época com o Futebol Clube do Porto mas no final dessa temporada, Pacheco sai do clube e ruma ao Vitória de Setúbal, onde tem duas épocas de grande intensidade competitiva e de regularidade exibicional, mas uma fraca campanha do clube fez com descem de divisão e Paços de Ferreira foi a passagem seguinte de Jaime Pacheco, onde continuou a ser um dos esteios do meio campo da equipa nortenha, onde esteve duas épocas na equipa canarinha e em 1993/1994 fez a sua última temporada como jogador ao serviço do Braga. Quase a finalizar a temporada, regressou a Paços de Ferreira para tentar salvar o clube da descida mas sem sucesso. Desde então, foi sempre treinador em equipas como o Rio Ave, Paredes, União de Lamas, Vitória de Guimarães, Boavista, Maiorca, Belenenses, Al-Shabab e Beijing Guoan, onde treinou até 2012. No Vitória de Guimarães e Boavista teve por duas ocasiões em cada clube, sendo que assinou um feito histórico pelo clube axadrezado, já que levou os boavisteiros ao único título de campeão nacional que conta no seu palmarés, não esquecendo as boas exibições e resultados conseguidos durante os anos em que teve presente, incluindo a presença nas meias-finais da Taça UEFA, em 2003.

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