Enfermeiro e Idoso Institucionalizado

Enfermeiro e Idoso Institucionalizado

Ao entrar para uma instituição o idoso vê-se obrigado a adaptar-se a um espaço físico e social diferentes do seu, um espaço mais restrito e impessoal em contraposição ao seu ambiente natural, a sua casa, fonte de segurança e intimidade, fazendo-o sentir-se inseguro e emotivo.

Sendo assim, o papel da equipa multidisciplinar é fundamental para a qualidade de vida do utente. O enfermeiro é um dos elementos integrantes desta equipa cujas funções são de promoção e restabelecimento da saúde dos utentes.

Num meio institucional o enfermeiro desempenha um papel fundamental, cujas funções são desempenhadas ao nível:

  • da formação das auxiliares de lar (colaboradoras) e dos utentes;
  • da gestão de stocks de material de consumo clínico e farmacológico;
  • da articulação/encaminhamento com outros técnicos de saúde dentro e fora da instituição;
  • do apoio e esclarecimento de dúvidas ao utente, família e seus amigos;
  • da realização de técnicas próprias à profissão de enfermagem.

Devido à proximidade deste profissional com o utente, o enfermeiro constitui frequentemente, o elo de ligação entre o utente e os restantes técnicos de saúde.

Desta forma, deve-se salientar que o “saber estar”, “saber ouvir” e o “saber sentir” fazem parte dos instrumentos fundamentais no trabalho com o utente, sendo que, o uso do humor é também um instrumento de grande valor no contacto com estes utentes.

Uma outra vertente no trabalho em lar com idosos é o facto de, geralmente, a sua estadia terminar com o extinguir da chama da vida. Também aqui o papel do enfermeiro é fundamental, consistindo em ajudar os que partem e aqueles que ficam. Ajudar a ter uma morte digna é, provavelmente, o último cuidado que o enfermeiro pode prestar. É da responsabilidade do enfermeiro ajudar na gestão do luto os restantes idosos, conversando, recordando episódios e confortando.

No tempo que os enfermeiros permanecem na instituição os idosos sentem-se apoiados, sentem que têm alguém sempre disponível para cuidar deles, para os ouvir.

Referências Bibliográficas

  • Anjos, F.; Leal, I. & Leal, J. (2005). Cuidar em enfermagem a pessoa idosa institucionalizada. Nursing. nº205. pp.12-19;
  • Laureano, A. & Caria, G. (2008, Julho). O papel do enfermeiro num lar de idosos. Cidade Solidária: Lisboa. nº20. pp.102-105.
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