Estudo Prospetivo

É um processo sistemático para ver o futuro a longo prazo da ciência, da tecnologia, da economia, do meio ambiente e da sociedade, identificando as tecnologias genéricas emergentes e as áreas estratégicas de pesquisa prováveis para o campo económico e para os benefícios sociais.

Conceito de estudo prospetivo

É um processo sistemático para ver o futuro a longo prazo da ciência, da tecnologia, da economia, do meio ambiente e da sociedade, identificando as tecnologias genéricas emergentes e as áreas estratégicas de pesquisa prováveis para o campo económico e para os benefícios sociais.

O conceito que representa um conjunto de técnicas de descoberta, mapeamento, classificação e seleção de tendências prováveis ou ainda desconhecidas, que têm o potencial de vir a moldar o futuro, criando novos padrões para tecnologias, produtos, processos, conhecimentos, comportamentos e hábitos sociais.

Estudo prospetivo – um novo conceito no planeamento estratégico

A previsão deu lugar à prospetiva. Planear deixa de ser o dobrar de uma tendência, o reencaminhamento rumo a um alvo desejável, mas antes o favorecimento de um entre os muitos futuros possíveis, dependentes da estratégia dos atores. O planeamento é considerado um processo dinâmico sujeito a revisão permanente com o envolvimento dos atores.

É a representação, o que é o mesmo que dizer a imagem que se faz do futuro, que de alguma forma condiciona o presente, ao questionarmos os atores sociais sobre a sua visão do futuro apercebemo-nos do seu comportamento estratégico. As metodologias prospetivas procuram identificar cenários possíveis e a relação de dependência entre a concretização desses cenários e a estratégia dos atores sociais, assim como as variáveis, as alianças e os conflitos a ter em conta no exercício das escolhas.

Os estudos prospetivos proporcionam portanto a possibilidade de se raciocinar, e até mesmo de se inventar o futuro, pelo que o domínio e aplicação deste método, se reveste de todo o interesse na época atual para os investigadores, que assim poderão prestar um contributo valioso no âmbito da seleção de opções e da tomada de decisão por parte dos responsáveis pela pilotagem de um sistema acrescenta que a utilização de cenários é útil tanto quer para estimar os efeitos de ações atuais no futuro quer para entender a influência presente de futuros alternativos.

Ao abandonar a projeção de tendências, o método obriga a uma busca sistemática das descontinuidades que poderiam ocorrer no futuro e das suas causas e consequências. O quadro de oportunidades e restrições previsíveis adquire maior coerência e passa a ser fator de dinamismo no processo de planeamento.

Variáveis relevantes

As variáveis relevantes para o futuro da atividade são não apenas as quantitativas mas também as qualitativas. Os métodos tradicionais só permitem o tratamento das primeiras (problemas totalmente estruturados). A análise conjunta dos aspetos quantitativo e qualitativo do ambiente, exige metodologias novas, que fazem parte do arsenal da prospetiva, principalmente a análise sistémica, as matrizes de impacto cruzado e os questionários. A análise quantitativa permite ligar os cenários com um modelo corporativo que descreve os impactos das variações ambientais nas variáveis do Negócio. A análise das variáveis qualitativas permite completar a descrição do ambiente, dando relevo aos valores sociais que incidem nas decisões estratégicas.

Em suma…

Em suma, os estudos prospetivos permitem e incentivam a:

  • pesquisar tendências-chave atuais – perceber a influência que os panoramas atuais têm sobre a organização e identificar seus fatores relevantes;
  • determinar tendências previsíveis e incertas: deve-se levar em consideração todas as possibilidades;
  • decidir quais as incertezas que são mais influentes;
  • basear algumas histórias do futuro nessas incertezas: imaginar de que forma essas incertezas podem-se concretizar, imaginar um facto que poderá ocorrer;
  • passar algum tempo imaginando e analisando as implicações dessas histórias: pensar nas consequências que os factos futuros podem acarretar;
  • usar essas implicações para começar tudo de novo e desenvolver uma consciência das surpresas iminentes que um decisor não pode ignorar: estabelecer estratégias e planos alternativos para minimizar as consequências sobre a organização.
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