Chamamé

O chamamé tem sua origem na cultura indígena, entre os tupis-guaranis, e pode ser traduzido como a arte de improvisar. Estando presente na cultura musical do Paraguai, Argentina e Brasil, em especial os Estados do Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Existe uma miscigenação na cultura musical, entre os imigrantes europeus e indígenas. No Mato Grosso do Sul no Brasil foi instituído o dia do Chamamé. No Rio Grande do Sul são os Centros de Tradição Gaúcha que promovem a tradição desta vertente musical, denominado de Chamamé Gaúcho. Entre eles está Neto Fagundes:

A tarde abafou o espaço sol e mormaço mandando ver
Andava no meu picaço me fui ao passo dar de beber
A balsa ia rio acima e uma morena de lá sorriu
Botou uma flor no cabelo me atirou um beijo e depois sumiu

Quem sabe fosse a morena uma estancieira buscando amor
Quem sabe ficou parada nesta fachada de domador
Quem sabe naquela trança tem uma herança e dinheiro tanto
Que um tipo viva crinudo e vendendo tudo ainda sobre campo

Fiquei meio enfeitiçado sempre enredado no assobio
A moça no pensamento e os olhos sempre rondando rio
Um dia sei que ela volta se a balsa sobe tem que descer
Pintando o rio de aquarela e trazendo nela o meu bem querer

(Morena fique sabendo que eu quero mesmo é mudar de vida
Já chega de pantomina com essas meninas de má bebida
Eu sou um partido de luxo flor de gaúcho além de ser
Doutor num jogo de truco borracho e louco por chamamé)

Doutor num jogo de truco borracho e louco por chamamé
Doutor num jogo de truco borracho e louco por chamamé
E louco por chamamé e louco por chamamé

 

 

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