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Por nominalização entende-se um processo morfossintático que consiste em gerar uma palavra da categoria nominal a partir de outra classe sintática.
Este processo acontece, na maior parte das vezes, quando se gera um nome a partir de uma forma verbal, alterando, assim, a estrutura sintática da frase. Se considerarmos a frase seguinte, notamos que o verbo “optar” gerou um nome comum:
Ela optou por um estilo de vida saudável. > A opção dela por uma vida saudável…
O processo de nominalização pode, também, envolver a categoria adjetival, ou seja, é possível gerar um nome com origem num adjetivo, como mostra o seguinte exemplo:
A festa era tão animada que… > A animação da festa era tanta que…
O processo de nominalização permite, ainda, transformar duas frases distintas numa só, como se pode verificar nos exemplos abaixo:
O João leu o jornal e ficou preocupado. > A leitura do jornal deixou o João preocupado.
A Maria é muito frágil. Isso perturba-a na sua vida social. > A fragilidade da Maria perturba-a na sua vida social.
O processo da nominalização reveste-se de extrema importância quando utilizada nos textos de natureza expositiva e argumentativa, mais especificamente nos textos técnicos ou científico, na medida em que permite condensar ideias previamente expressas (e, como tal, apresenta uma dimensão anafórica, ou seja, a retoma da informação anterior). Ainda permite apagar o agente e – eventualmente – os complementos, para enfatizar o evento em si. Por último, permite articular frases complexas e construir uma argumentação mais coerente.