São Martinho do Porto (Alcobaça)

São Martinho do Porto é uma localidade e sede de freguesia pertencente ao concelho de Alcobaça, no distrito de Leiria. Situada a norte de uma baia com o mesmo nome, Sao Martinho do Porto é conhecida sobretudo pela sua belíssima praia com cerca de três quilómetros de areal e uma barra com 200 metros de largo encaixada entre dois morros. Esta língua de mar é o que resta de um antigo mar interior que se estendia entre Alcobaça e Caldas da Rainha e que permitia a entrada de navios até ao antigo porto de Alfeizerão situado a três quilómetros de distância.

Junto à vila de São Martinho do Porto encontra-se o Monte do Facho com a sua bela capelinha de Santo António com os seus belos azulejos azuis e caiada de branco. Ainda a norte, uma referência também para o Morro do Farol com o seu farol construído em 1886 e para o Morro de Santo António com uma larga vista sobre o mar e que em dias mais límpidos permite avistar as Berlengas e os Farilhões. A oeste da baía situa-se o Morro de Santana com o seu farol que marca a entrada da baía.

Arroteada pelos monges alcobacenses, São Martinho do Porto deles recebeu foral pela primeira vez em 1257. Mais tarde, em 1518, D. Manuel volta a conceder carta de foral à povoação e nessa altura é também elevada a sede de concelho, o qual durou até 1855. É a partir da altura em que é elevada a sede de concelho, na primeira metade do séc. XVII, que São Martinho do Porto conhece significativo desenvolvimento, muito devido ao assoreamento da baía e da sua entrada que origina o impedimento da chegada dos barcos ao porto de Alfeizerão. Tal levou a que São Martinho do Porto passa-se a desempenhar o papel de porto da região e possibilitou o grande desenvolvimento dos seus estaleiros navais que aí existiam desde a Idade Média. Aí foram construídas numerosas caravelas que participaram nas descobertas e conquistas, nos reinados de D. Afonso V e D. João II e parte dos navios que levaram D. Sebastião e a sua armada a Alcácer Quibir. Contudo, em 1774, uma grande cheia teve efeitos catastróficos sobre a baía, assoreando-a de tal forma que deixou de ser possível a entrada de qualquer navio, levando à progressiva perda de importância do seu porto e dos seus estaleiros navais, os quais em 1923 cessam definitivamente a laboração. Apesar disso, São Martinho do Porto mantém actualmente um importante porto de recreio.

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