Império Parta

O Império Parta governou a antiga Pérsia e marcou de forma contundente a cultura iraniana que perdura até os nossos dias.

O Império Parta ou Parto é também designado por Império Arsácida, derivação do nome do fundador desta dinastia – Ársaces I da Pártia. A fundação deste Império deu-se em 247 a.C. e foi dissolvido em 224 d.C..

A dinastia Parta teve a sua origem na Pártia, naquilo que actualmente é considerado como nordeste do Irão. Esta região havia sido controlada inicialmente pelo Império Aqueménida e posteriormente pelo Selêucida, a tribo dos Parnos, originária da Ásia Central iraniana estabeleceu-se na região que viria a ser designada como Pártia, gradualmente conquistando espaços territoriais em seu redor e estabelecendo aquilo que viria a ser conhecido como Império Parta.

Em termos religiosos, o Império Parta tinha uma grande abertura relativamente a outras religiões, conviviam budistas, judeus e cristãos. A religião maioritária dos partas era o zoroastrismo, profundamente influenciado pelas divindades gregas, que mantinham a sua influência na região após a conquista destes territórios por Alexandre Magno. Existia uma forte liberdade religiosa, o que explica a multiplicidade de divindades existentes, era frequente cada religião ou cidade possuir uma divindade complementar aos deuses principais.

A posição estratégica do Império Parta entre ocidente e oriente tornava-o, um entreposto vital nas transacções entre Roma e o Império Chinês através da rota da seda. Administrativamente falando, o império tinha um regime descentralizado, em que os diferentes territórios eram controlados por um governante com amplos poderes.

A influência Parta estendia-se pela Mesopotâmia, leste da actual Turquia, Arménia, Afeganistão, Paquistão e norte da Índia. A expansão dos partos coincidiu com a afirmação, consolidação e expansão do Império Romano, as fronteiras ocidentais do Império Parta estavam em constante conflito com Roma, conflitos sobre territórios na actual Arménia e Turquia, por tentativas de influência mútua aquando de guerras civis e instabilidade ocorridas no seio de cada um dos impérios, que gradualmente se afirmavam como as duas potências do Médio Oriente e mar Mediterrâneo, principalmente com o fim de Cartago e declínio do império Selêucida.

A expansão dos partos a partir de uma região anteriormente controlada pelos selêucidas e para os territórios controlados por estes provocaram, guerras recorrentes entre os dois impérios.

Os conflitos contantes com Roma, muitas vezes baseados no interesse por glória pessoal de determinado general ou imperador romano, levaram a um constante desgaste militar e económico do Império Parta. Assim como os partos tinham emergido do império selêucida, os Sassânidas começaram a expandir os seus domínios na Pérsia para territórios partas. O fundador da dinastia Sassânida, Artaxes I, derrota o último governante parta, Artabano IV na batalha de Hormuzdagã, fundando uma nova dinastia de governantes persas e dissolvendo o poderoso Império Parta, que havia conseguido resistir e rivalizar com as ambições de Roma até 224 d.C..

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