Linguística Estruturalista

Introdução

A linguística estruturalista, ou o estudo das linguagens por intermédio da observação e descrição das unidades básicas de uma língua e a respectiva relação, começou com o grande gramático do sânscrito Panini (c. 300 BC). Este trabalho passou desconhecido ao Ocidente até finais do século XVIII.

Exposição

As fundações do estruturalismo linguístico moderno assentam no período final do século XIX, graças ao trabalho de Jan Baudouin de Courtenay, professor polaco da Universidade russa de Cazã, e ao trabalho de Ferdinand de Saussure, linguista suíço.

Baudouin, desenvolveu a ideia de um sistema básico de unidades de som (‘fonologia’) e forma (‘morfologia’), que derivam o seu poder informativo do facto de se oporem ou contrastarem. Foi em Cazã que os termos fonema morfema foram aproximadamente e primeiramente usados no seu sentido presente. Saussure, cujo trabalho era conhecido em Cazã, estava a seguir o mesmo fio de ideias, e desconhecendo o Russo e o Polaco, adquiriu afinidade com as ideias avançadas em Cazã através da tradução alemã de dois trabalhos produzidos por Kruszewski.

Kruszewski morreu precocemente, e as palestras de Saussure foram publicadas somente após a sua morte pelos seus estudantes devotos. Desde que Baudouin, dada a sua preocupação para com os factores sociais e psicológicos no uso da linguagem, veio a definir as unidades fonológicas e morfológicas como construções mentais, desligou-se do movimento estruturalista que nos Estados Unidos da América foi liderado por Edward Sapir e Leonard Bloomfield, e na Europa comandado por N.S. Trubetzkoy, Roman Jakobson e L.V. Sheherba. Sheherba permaneceu na União Soviética, ao passo que Trubetzkoy e Jakobson auxiliaram na fundação do Círculo de Viena, onde a linguística estruturalista se expandiu para incluir o estudo “estrutural” da literatura.

A principal diferença entre as formulações da Escola de Praga (exemplificada nos trabalhos de Jakobson) e os estruturalistas do Novo Mundo centra-se na definição das unidades básicas da fonologia enquanto aglomerados de características distintas pelo primeiro grupo, e como classes de sons e fonemas pelo último grupo.

Conclusão

Um desenvolvimento deveras interessante da doutrina proposta em praga foi sugerida pelo francês André Martinet, que procurou na estrutura fonológica da linguagem os impulsos para os futuros desenvolvimentos fonológicos. Na tradição originada por Bloomfield e Sapir, os universais na estrutura fonológica foram notavelmente perseguidos por C.F. Hockett.

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References:

Hymes, D. and Fought, J. (1981) American Structuralism, The Hague

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