Síndrome Alcoólica Fetal

A Síndrome Alcoólica Fetal é um termo que serve para descrever um conjunto de alterações biofisiológicas que um bebé sofre quando a mãe consome grandes quantidades de álcool durante a gravidez. O álcool ingerido pela grávida atravessa a barreira placentária, o que faz com que o feto esteja exposto às mesmas concentrações do sangue materno. Porém, a exposição fetal é maior, devido à metabolização lenta, fazendo com que o líquido amniótico permaneça com álcool não modificado (etanol) e acetaldeído (metabólito do etal) em abundância.

Nesta síndrome estão presentes, não só, sintomas físicos visíveis, como anomalias no desenvolvimento musculoesquelético e do sistema nervoso central, mas também atrasos neuropsicológicos que se manifestam na memória, atenção, raciocínio, resolução de problemas e na socialização.

Para um diagnóstico, é necessário que, em primeiro lugar, esteja presente o critério primordial que é o consumo de álcool por parte da mãe durante a gravidez. Posteriormente tem de haver um atraso no crescimento intra-uterino, alterações do sistema nervoso central, cardíacas ou urogenitais, atraso do desenvolvimento associado a alterações do exame neurológico, dismorfia craniofacial.

É importante intervir o mais precocemente possível, nomeadamente com as mães que estejam no primeiro trimestre da gravidez. A prevenção desta doença em populações de risco é a forma mais eficaz de intervenção e minimização de danos. É crucial a elaboração e implementação de programas de prevenção na saúde mental e investir mais na promoção de estilos de vida saudáveis, dado que o panorama do nosso país no que diz respeito aos consumos de álcool nos adolescentes ou jovens adultos, incluindo as mulheres, é preocupante.

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References:

  • Garcia, R., Rossi, N. F. & Giacheti, C. F. (2007). Perfil de Habilidades de Comunicação em Dois Irmãos com Síndrome Alcoólica Fetal.  Revista CEFAC, 9 (4), 461-468.
  • Pinho, P. J., Pinto, A. L. & Monteiro, V. (2006). Síndrome Fetal-Alcoólico:  perspetiva do psicólogo.  Psicologia, Saúde & Doenças, 7 (2), 271-285.
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