Auto-análise

A auto-análise refere-se à psicanalise que uma analista poderá fazer a si próprio. A auto-análise mais conhecida e relatada é a de Sigmund Freud, que a efetuou numa altura em que não havia ainda psicanalistas, além dele mesmo. A auto-análise de Sigmund Freud (1856 – 1939) foi um tratamento pela escrita e não pela fala. O seu conteúdo foi recolhido nas 30 cartas que Sigmund Freud escreveu a Wilhelm Fliess (1858 – 1928), durante 17 anos, entre 1887 e 1904.

Aina hoje em dia, não é conferida cientificidade à auto-analise. A questão da viabilidade da auto-analise como investigação de si por si, ficou resolvida desde muito cedo pelo movimento psicanalítico. Sigmund Freud, pai da psicanalise, seu criador e fundador, defendeu que só se podia analisar servindo-se de conhecimentos objetivamente adquiridos como em relação a um estranho, a verdadeira auto-análise é impossível. A necessidade de novos psicanalistas iguais a ele, surgiu por volta dessa altura, e esses treinados instauram os princípios gerais para a análise didática e da supervisão que posteriormente permitiram sustentar o avanço da profissão.

Palavras-Chave: Auto-analise, Sigmund Freud, Wilhelm Fliess, Psicanalise

Bibliografia

Larousse-Bordas (2007). Dicionário Temático Larousse – Psicanalise ( Dir. Pajouès, J.). Porto Alto: Temas e Debates

Laplanche, J. & Pontalis, J.-B. (1990) Vocabulário de Psicanalise. Lisboa: Editorial Presença (obra original publicada em 1967)

Roudinesco, E. & Plon, M. (2000). Dicionário de Psicanalise. Lisboa: Editorial Inquérito. (obra original publicada em 1997)

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