Miguel Esteves Cardoso

Biografia do escritor e cronista Miguel Esteves Cardoso que atualmente escreve de forma diária no jornal PÚBLICO

Biografia de Miguel Esteves Cardoso, um escritor, jornalista e cronista português que estudou na Universidade de Manchester

miguel esteves cardoso

Nome completo: Miguel Vicente Esteves Cardoso

Data de nascimento: Nasceu no dia 25 de julho de 1955 (tem 62 anos)

Local de nascimento:  cidade de Lisboa, Portugal

Nacionalidade: Portuguesa

Ocupação: Escritor, Jornalista, Crítico e Cronista

Miguel Vicente Esteves Cardoso, mais conhecido como Miguel Esteves Cardoso, nasceu no dia 25 do mês de julho do ano 1955 na cidade de Lisboa, em Portugal. Tem 62 anos e é um escritor, jornalista, crítico e cronista português que atualmente escreve artigos de opinião e crónicas diárias no jornal PÚBLICO já desde o ano de 2009. É filho de Joaquim Esteves Cardoso de ascendência judaica e de Hazel Diana Smith, de origem inglesa, que se radicou em Portugal. As diferentes origens dos pais permitiram que Miguel se tornasse bilingue. O percurso académico de Miguel Esteves Cardoso a nível do ensino superior foi feito fora de Portugal, no Reino Unido. Licenciou-se em Estudos Políticos na Universidade de Manchester, decorria o ano de 1979. Quatro anos depois doutorou-se em Filosofia Política com uma tese que fazia a relação entre a saudade e o sebastianismo no integralismo lusitano. Miguel sempre foi um aluno exemplar e posteriormente voltou a Inglaterra para fazer um pós-doutoramento em Filosofia Política que foi orientado por Derek Parfit e Joseph Raz.

A sua carreira profissional teve várias fases sendo que a primeira foi o período em que trabalhou como investigador e professor. Em 1982 estreou-se como investigador auxiliar no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e em seguida foi professor auxiliar de Sociologia Política no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa da Universidade de Lisboa onde foi também cofundador do gabinete de filosofia do conhecimento. Em 1988 Miguel Esteves Cardoso abandonou a carreira como académico e dedicou-se à comunicação social para fundar o jornal «O Independente».

A carreira como cronista começou na área da música quando Miguel Esteves Cardoso começou a trabalhar como cronista nos jornais «Se7e», «O Jornal», atual «Visão» e «Música & Som». Dedicou-se também à crítica literária e de cinema no «Jornal de Letras, Artes e Ideias». Na rádio foi autor e coautor dos programas «Trópico de Dança», «Aqui Rádio Silêncio», «W», «Dançatlântico» e «A escola do paraíso», todos para a Rádio Comercial. Foi ainda guionista no programa «Humor de Perdição» em conjunto com Herman José. O programa foi transmitido pela RTP em 1987. Colaborou com o jornal Expresso onde as suas crónicas «A causa das coisas e os meus problemas» ganharam grande notoriedade junto da juventude. Já em 1990 participou em vários programas de televisão como por exemplo «A noite da má língua», na SIC, que era transmitido semanalmente com moderação de Júlia Pinheiro e onde eram satirizadas figuras ou situações da vida pública internacional e nacional. Foi ainda editor musical e fundou a «Função Atlântica», a primeira editora portuguesa independente. Lá foram produzidos discos dos Sétima Legião, Xutos & Pontapés, Delfins, Anamar…entre outros. Foi ainda letrista, candidato do Partido Popular Monárquico ao Parlamento Europeu (não conseguindo a eleição) e diretor do Jornal «O Independente». Nesse jornal, que fundou entre 1987/1988 teve a seu lado Paulo Portas, Pedro Paixão e Manuel Falcão. Miguel Esteves Cardoso assumiu a direção, Paulo Portas era o diretor adjunto e Manuel Falcão o subdiretor.

Miguel Esteves Cardoso tem várias obras publicadas e tudo começou em 1987 quando foi incentivado a integrar-se na Companhia de Teatro de Lisboa, pela atriz Graça Lobo. Aí tornou-se dramaturgo e publicou «Carne Cor-de-rosa Encarnada», que foi encenada por Carlos Quevedo, «Os Homens», encenado por Graça Lobo e onde traduziu várias peças de Samuel Beckett. Algum tempo depois afastou-se do jornalismo e a literatura começou a estar mais presente na sua vida e na sua carreira. Publicou o primeiro romance em 1994 com o título «O amor é fodido» e ainda mais dois romances: «A vida inteira» e «O cemitério de raparigas»; Continuou como cronista no jornal «O Independente» e mais tarde no «Diário de Notícias» e em 1999 criou um blogue.

Atualmente continua como cronista mas desta vez no jornal PÚBLICO onde colabora diariamente desde 2009.

Obras publicadas

«As Minhas Aventuras na República Portuguesa» Editora Assírio & Alvim  (em abril de 1999)

«Último Volume», Editora Assírio & Alvim  (em abril de 1991)

«A Vida Inteira», Editora Assírio & Alvim  (em dezembro de 1995)

«Cemitério de Raparigas», Editora Assírio & Alvim  (me abril de 1996)

«Amália – Uma força da natureza», Colares Editora (abril de 2001)

«A Minha Andorinha», Editora Assírio & Alvim  (em novembro de 2006)

«Com os Copos»,  Editora Assírio & Alvim  (em julho de 2007)

«Em Portugal Não Se Come Mal», Editora Assírio & Alvim   (em setembro de 2008)

«Contos e Vampiros», Porto Editora, S.A (em setembro de 2009)

«Explicações de Português explicadas outra vez», Porto Editora, S.A (em dezembro de 2013)

«As Minhas Aventuras na República Portuguesa» (revistas) Porto Editora, S.A  (em abril de 2014)

«Amores e Saudades de um português arreliado», Porto Editora, S.A (em junho de 2014)

«A causa das coisas», Porto Editora, S.A (em dezembro de 2015)

«Como é Linda a Puta da Vida», Porto Editora, S.A (em dezembro de 2015)

«Os meus problemas», Porto Editora, S.A (em junho de 2016)

«O Amor É Fodido», Porto Editora, S.A (em agosto de 2016)

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