Teoria dos Estágios

Apresentação da Teoria dos Estágios: A Teoria dos Estágios surge para colmatar as lacunas nas pesquisas da internacionalização, assentes apenas nas grandes empresas e…

Apresentação da Teoria dos Estágios

A Teoria dos Estágios surge para colmatar as lacunas nas pesquisas da internacionalização, assentes apenas nas grandes empresas e em grandes investimentos no estrangeiro realizados de uma só vez. Segundo esta teoria, o processo de internacionalização é visto como um processo gradual, que se desenvolve em estágios.  Neste enquadramento salientam-se duas escolas de pensamento:

  • Os Modelos Uppsala (Johanson e Wiedersheim-Paul, 1975; Johanson e Vahlne, 1977, 1990; Welch e Luostarinen, 1988)
  • Os Modelos Baseados na Inovação (Cavusgil, 1980)

O Modelo de Uppsala considera a internacionalização como um processo gradual, em que a empresa aumenta paulatinamente o seu envolvimento internacional. São consideradas as seguintes etapas:

  1. inexistência de actividades regulares de exportação (exportação directa);
  2. exportação através de agentes (exportação indirecta);
  3. estabelecimento de subsidiárias de vendas locais;
  4. estabelecimento de subsidiárias de produção local.

O Modelo de Cavusgil, que consideram a internacionalização evoluindo em estádios, baseia-se em rácios de exportação que reflectem a dependência ou o envolvimento da empresa nos mercados externos (X/V, em X = exportação e V = facturação total). Baseado no Modelo do Ciclo de Vida do Produto de Vernon, cada estádio subsequente é visto como uma inovação para a empresa. Assim, são definidos cinco estádios, nomeadamente:

  • Estádio 1: Mercado Doméstico – a empresa não efetua exportações, sendo que o rácio X/V=0;
  • Estádio 2: Pré-Exportação: A empresa recolhe informação e avalia viabilidade da exportação. Ainda tem falta de informação básica sobre a exportação (custos, ricos). X/V é próximo de 0.
  • Estádio 3: Envolvimento Experimental: A empresa exporta, com  envolvimento marginal reduzido e intermitente, sendo as distâncias culturais e físicas dos mercados reduzidas. X/V é inferior a 10%.
  • Estádio 4: Envolvimento Activo – Há um esforço sistemático para incrementar as exportações para diversos mercados. A estrutura organizacional é adaptada à nova realidade. X/V está entre 10% e 40%.
  • Estádio 5: Envolvimento Comprometido – A empresa está muito dependente do exterior, sendo que os gestores enfrentam dilemas em termos de alocar os recursos parcos no mercado interno ou externo. Muitas empresa têm em curso investimentos directos ou contratos de licenciamento. X/V é superior a 40%
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