Delacroix

Quem foi Eugène Delacroix

Eugène Delacroix, foi um pintor francês do século XIX, considerado um dos mais importantes artistas plásticos da fase do romantismo francês. As suas obras caracterizam-se pela grande expressão cromática, simbolismo, sentimentalismo e refinamento, em temáticas exóticas, religiosas, quotidianas, políticas e históricas.

Delacroix sentia-se atraído e influenciado pelo movimento e pela cor ao invés do cuidado com o contorno, como os seus restantes colegas. Outra das suas grandes influências foi a obra de Lord Byron, com quem sentia uma forte identificação pelas “forças do sublime” e pela acção violenta da natureza, a qual eternizou nos quadros.

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Eugène Delacroix

(1798-1863)

Eugene_Delacroix_by_Pierre_Petit,_1855-63

Eugène Delacroix
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Dados Biográficos

Nome completo: Ferdinand Victor Eugène Delacroix
Nascimento: 26 de Abril de 1798 (Charenton-Saint-Maurice, França)
Morte: 13 de Agosto de 1863 (Paris, França)
Nacionalidade: Francês
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Cargos, Funções, Actividades Profissionais

Áreas em que se distinguiu: Pintura
Profissão/cargo: Pintor
Movimento Artístico: Romantismo francês
Principais Obras: “Dante et Virgile aux enfers“, 1822; “Scènes des massacres de Scio”, 1824; “La mort de Sardanapale”, 1827; “La liberté guidant le peuple“,1831
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1798 1813 1822 1831 1857 1863
Nascimento

Começa os seus estudos de pintura na École des Beaux-Arts (Escola de Belas Artes)

Expõe o seu primeiro quadro no Salão de Paris,  a obra “Dante et Virgile aux enfers”

Pinta a sua obra maestra, “La liberté guidant le peuple” (”A Liberdade guiando o povo”) Recebe o reconhecido merecido, por parte dos académicos da Escola de Belas Artes

Morre sozinho, no seu ateliê

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Delacroix, nasceu em Charenton-Saint-Maurice, em 26 de Abril de 1798. Desde muito jovem, teve uma educação esmerada, que o transformou num erudito precoce. Frequentou grandes colégios de Paris, teve aulas de música no Conservatório e em 1813, começou os seus estudos de pintura na École des Beaux-Arts (Escola de Belas Artes) e no ateliê de Pierre-Narcisse Guérin, onde foi colega de Theodore Géricault.

Sob a influência do realismo romântico de Géricault, Delacroix expôs o seu primeiro quadro no Salão de 1822,  a obra “Dante et Virgile aux enfers”, também chamada de “A barca de Dante”,conseguindo críticas bastante favoráveis e contrárias.

Em 1824, volta a causar polémica, quando apresenta “Scènes des massacres de Scio” (“O massacre de Quios”), narrando episódios dramáticos da guerra da independência da Grécia contra a Turquia.

Em 1825, viaja para a Inglaterra, onde acaba ficando durante três meses com o objectivo de estudar as obras, as técnicas e os estilos dos pintores paisagistas ingleses.

Em 1827, com 30 anos de idade, expõe no Salão de Paris, sua polémica obra “La mort de Sardanapale” (“A morte de Sardanápalos”). Com esta obra, de composição extremamente movimentada e cores vivas, passa a ser considerado como o principal representante da escola romântica francesa de pintura. Delacroix converte-se nesse momento, no alvo principal dos académicos da Escola de Belas Artes, adeptos do neoclassicismo.

Em 1831, comovido com os acontecimentos políticos do passado Julho de 1830, pinta uma alegoria à liberdade, à França e ao seu povo, que representa nas suas mais diversas classes sociais, “La liberté guidant le peuple” (”A Liberdade guiando o povo”), que actualmente se encontra exposto, em lugar de destaque, no Museu do Louvre.

La liberté guidant le peuple - Eugène_Delacroix_-_La_liberté_guidant_le_peuple

“La liberté guidant le peuple”, 1831 – Eugène Delacroix

Em 1832, faz uma viajem durante 6 meses, pelo norte da África onde visitou Marrocos como membro de uma delegação francesa. Seduzido pelo exotismo e pela luminosidade do país, executou uma série de desenhos e aguarelas sobre os costumes pitorescos dos árabes, que mais tarde, acaba utilizando em varias obras.

Em 1833, recebe um convite para pintar e decorar o palácio real em Paris e a Biblioteca de Saint-Sulpice, executando para o governo uma série de decorações, entre as quais a do salão do rei no palácio Bourbon, a da biblioteca do palácio de Luxembourg e o mural da capela dos anjos da Igreja de Saint-Sulpice. Especialmente no quadro que representa Jacó em luta contra o anjo, Delacroix se revela como o último grande muralista de tradição barroca.

Em 1840 já com uma carreira sólida e uma técnica madura e apesar do seu sucesso e de toda a sua popularidade entre os intelectuais jovens e o apoio do governo, Delacroix ainda sofre as hostilidades dos neoclássicos. Só sendo reconhecido o seu valor artístico, muito mais tarde, em 1857.

Passa os últimos anos de vida em reclusão, isolado no seu ateliê, onde acaba morrendo sozinho.

Delacroix foi um pintor, que como poucos soube sublimar os sentimentos por meio da cor, restituiu à pintura, além do movimento e da cor, através do seu carácter passional. A sua obra revela o individualismo exaltado pela Revolução Francesa e pela epopeia napoleónica. O seu objectivo era despertar emoções, exaltadas pelos fortes contrastes de cores, por um desenho torturado e por uma composição turbulenta.

Actualmente, encontra-se sepultado no Cemitério do Père-Lachaise em Paris, França.

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References:

ANACLETO, Regina – Neoclassicismo e Romantismo, in MARKL, Dagoberto: DIAS, Pedro História da Arte em Portugal. Vol.10. Publicações Alfa. Lisboa, 1986

BIETOLETTI, Silvestra. Neoclassicism and Romanticism. Sterling Publishing Company, Inc., 2005

FRASER, Elisabeth A. Delacroix, Art and Patrimony in Post-Revolutionary France. Cambridge University Press, 2004

FRIEDLANDER, Walter. De David a Delacroix. COSAC NAIFY, 2001

JOHSON, Dorothy. David to Delacroix: The Rise of Romantic Mythology – Bettie Allison Rand Lectures in Art History. Univ of North Carolina Press, 2011

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