Interlúdio

Definição do conceito musical interlúdio e breve explicação das suas duas categorias genéricas.

Conceito

Em música, o termo interlúdio (do italiano intermezzo) designa uma peça musical tocada entre outras peças, como uma passagem de órgão tocada entre os versos de um hino, os actos de uma peça, as cenas de uma ópera ou movimentos de trabalhos musicais de grande escala. Também pode ser utilizado como título de uma obra instrumental sem as conotações acima mencionadas.

Não obstante os diferentes usos atribuídos à palavra, considera-se que a composição é constituída, de forma genérica, pelas seguintes duas categorias: o interlúdio de uma ópera ou um interlúdio instrumental.

Interlúdio de uma ópera

Durante o século XVIII, o interlúdio era uma composição musical introduzida entre os actos de uma ópera seria, com o objectivo de fornecer algum alívio cómico. A peça mais conhecida deste período é «La serva padrona», de Pergolesi.

Nalguns casos, os interlúdios eram divulgados bem mais depressa do que as próprias ópera, dado que eram mais fáceis de serem produzidos.

Os mais conhecidos interlúdios pertencem a óperas do período do verismo (uma tradição pós-romântica da ópera associada a um conjunto de compositores italianos): «Cavalleria rusticana» e «L’ amico Fritz» de Pietro Mascagni, «Pagliacci» de Ruggero Leoncavallo, «Manon Lescaut» e «Suor Angelica» de Giacomo Puccini, «Fedora» de Umberto Giordano, «Adriana Lecouvreur» de Francesco Cilea e «Thais» de Jules Massenet.

Interlúdio instrumental

No século XIX, o interlúdio adquiriu um novo significado: uma peça instrumental entre dois movimentos de um trabalho maior ou, simplesmente, uma peça por si só. Estes interlúdios demonstram uma enorme variação em estilo e função. Por exemplo, o interlúdio em «Sonho de uma noite de verão» de Mendelssohn faz a ligação entre a música e a acção escrita por Shakespeare enquanto os intermezzi de Brahms são peças independentes. Os interlúdios deste período são, normalmente, líricos, melódicos e fortemente expressivos.

No século XX, o termo foi usado de forma ocasional. Shostakovich nomeou um dos andamentos do seu «Quarteto de Cordas nº 5» intermezzo e Bartók aplicou a designação ao quarto andamento do seu «Concerto para Orquestra».

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