Concerto Grosso

Este artigo procura explicar o que é um conceito grosso, a sua origem, e dar alguns exemplos mais representativos desta forma.

O conceito

O concerto grosso é uma forma musical barroca, escrita para a orquestra, que se divide em dois grupos – solistas (concertino ou solli) e o da orquestra (ripieno, grosso ou tutti) – que concertam entre si, alternadamente. Esta forma contrasta com o concerto de solista, onde um instrumento concerta com toda a orquestra.

Há que salientar que esta forma foi desenvolvida no final do século XVII, embora sem a atribuição do nome “concerto grosso”. Ainda assim, a primeira peça que segue esta forma é atribuída a Allessandro Stradella (1639-1682), numa das suas «Sonate di viole».  Já o nome foi usado pela primeira vez por Giovanni Lorenzo Gregori (1663-1745), num conjunto de dez composições. O primeiro compositor, com maior nome, a utilizar o termo concerto grosso, foi Arcangelo Corelli (1653-1713), daí ser-lhe atribuído, na generalidade, a forma musical. O compositor escreveu doze concerti grossi (plural de concerto grosso).

O concerto grosso foi abandonado (por volta de 1760) em favor da Sinfonia Concertante. No século XX voltou a surgir à mão de compositores como Igor Stravinsky, Ernest Bloch, Heitor Villa-Lobos, Philip Glass, entre vários outros.

As duas formas do concerto grosso

  • Concerto da Chiesa (Igreja): alterna movimentos rápidos com movimentos lentos.
  • Concerto da Camara (Câmara): carácter de uma suite, pelo que é introduzido por um prelúdio e incorpora formas de dança populares.

Esta distinção foi-se esbatendo com o passar do tempo.

Principais obras

  • Arcangelo Corelli (1653-1713) – Doze Concerti Grossi, op. 6: contém 8 concertos da chiesa e e 4 de camara.
  • Antonio Vivaldi (1678-1741) – «L’estro Armonico», op.3: colectânea de 12 concertos, para um, dois e quatro violinos. Esta obra aumentou a reputação de Vivaldi como Il Prete Rosso (O Padre Vermelho).
  • J.S. Bach (1685-1750) – «Concertos de Brandeburgo»: reunidos num volume e oferecidos a Christian Ludwig, marquês de Brandeburgo-Schwedt. Assiste-se, aqui, a uma mudança: a orquestra de cordas tradicional é enriquecida com novos instrumentos. Estes concertos são considerados das maiores obras orquestrais do Período Barroco.
  • G.F. Haendel (1685-1759) – Duas colecções de Concerti Grossi, op. 3 e op. 12.
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