Desidério Erasmo de Roterdão, mais conhecido simplesmente por Erasmo de Roterdão, foi uma figura influente dos finais do século XV e inícios do século XVI. Filósofo, literato e pedagogo, Erasmo de Roterdão foi o humanista de maior influência do Renascimento.
Pensa-se que Erasmo tenha nascido entre 1466 e 1469, em Roterdão, na Holanda. A informação relativa à sua família também é escassa, mas sabe-se que perdeu os pais relativamente cedo e, portanto, foi acolhido num mosteiro. Contudo, revelou um certo desinteresse pela escolástica e preferiu dedicar-se ao estudo dos clássicos latinos. Entretanto, começou a viajar um pouco por toda a Europa, o que fez com que travasse conhecimento com Thomas Moore ou John Colet. O último influenciou Erasmo para fazer uma crítica textual ao novo testamento e, neste sentido, o humanista dedicou-se ao estudo dos manuscritos gregos, indispensáveis para rever a «Vulgata» de S. Jerónimo.
Em 1509, Erasmo redigiu a sua obra mais célebre, ou seja, «O Elogio da Loucura», na qual revela o seu espírito crítico, por exemplo, quanto às práticas corruptas da Igreja. Em 1516, publicou o «Novum Testamentum», cuja popularidade se deve aos comentários tecidos.
A determinada altura, Erasmo, ao receber uma missiva escrita por Lutero, decidou aderir à Reforma, optando, no entanto, por uma posição intermédia, recomendando mesmo a Lutero que evitasse qualquer tipo de violência. Porém, a bula papal e a pressão por parte de alguns colegas, forçaram-no a procurar refúgio em Basileia.
Em 1524, escreveu um livro baseado em argumentos contra as teses de Lutero e, de 1531 a 1535, foi mantendo uma correspondência assídua com outros humanistas, inclusive os portugueses André de Resende e Damião de Góis.
Após uma vida longa, repleta de viagens e de uma permanente busca pelo conhecimento, Erasmo faleceu em 1536, em Basileia, deixando-nos um legado riquíssimo que vai desde livros escolares a textos bíblicos. O seu espírito crítico e inovador marcou várias domínios, como a religião ou a educação.
É de salientar ainda que Erasmo de Roterdão nomeia e serve de ícone ao programa de mobilidade académica Erasmus.