Semiótica da comunicação

O conceito de semiótica da comunicação designa o estudo da língua como um conjunto de sinais que têm por objetivo a expressão de ideias.

Conceito de semiótica da comunicação

O conceito de semiótica da comunicação designa o estudo da língua como um conjunto de sinais que têm por objetivo a expressão de ideias.

Surgiu no séc. XX, e tem como base teórica o “Curso de Linguística Geral”, da autoria de Ferdinand Saussure. Nesta obra, Saussure faz a distinção entre língua e linguagem. A língua é um sistema determinado, enquanto que a linguagem é consiste na apreensão e aplicação dessa mesma língua e depende de múltiplos fatores como os físicos e os fisiológicos. É de criança que, o ser humano, desenvolve a capacidade de  linguagem, porém, o sujeito não tem o poder de modificar a língua, uma vez que esta é definida pelos membros de uma comunidade.

As características do signo: significante e significado

A língua é composta por signos linguísticos. Saussurre caracterizou-os e daí surgiu o significante e o significado a eles associados. Ao exprimirmos a palavra “papel”, temos que utilizar a linguagem para a representar porque para tal, é incómodo servirmo-nos da presença física desse objeto para falarmos dele. A articulação dessa mesma palavra remete-nos para um significado, determinado pela língua e partilhado pela sociedade, mas também para uma imagem acústica, uma marca psíquica que representa essa mesma palavra no nosso cérebro e que dispensa qualquer representação física, ou seja, estamos perante o significante.

A arbitrariedade do signo

Todos os signos são arbitrários, ou seja, não existe uma relação direta entre o significante e o significado. Por exemplo, a palavra “mar” tem o mesmo significado em todas as línguas, já o significante varia, é diferente, ou seja, as diferentes culturas, os diferentes países utilizam combinações de letras diferentes para representar essa realidade, daí resultando palavras diferentes: “sea”, em inglês ou “mer” em francês, por exemplo.

A linearidade do significante

O significante, para que possa ser utilizado pelos membros de uma determinada comunidade, tem de ser constante, ou seja, não seria cómodo se as regras para a sua utilização estivessem constantemente a mudar. É neste contexto que a linearidade do significante é importante, na medida em que torna possível, por exemplo, a divisão das palavras em sílabas ou o estabelecimento de outra regra, no caso da língua portuguesa, da colocação do artigo, antes do substantivo, para que as frases tenham sentido. Resumindo, cada língua tem as regras próprias que determinam diferentes combinações entre os vários significantes, o que as torna únicas.

 

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