A história da Torre de Babel encontra-se narrada na Bíblia, mais precisamente no Génesis (Génesis 11, 1-99), ou seja, no início, quando todos os habitantes da Terra falavam uma só língua.
Nesta história, Deus castiga a soberba dos descendentes de Noé, o povo da Babilónia, que ousaram construir uma torre suficientemente alta que pudesse chegar ao céu, feito que, consequentemente, significaria que estariam à Sua altura e, eventualmente, contra Si.
Neste sentido, Deus, consumido por uma profunda ira, decidiu castigar o orgulho humano, frustrando os intentos insensatos dos babilónios e baralhando-lhes as línguas de tal forma que não se pudessem mais compreender. Assim, desorientados e confusos, sem conseguir estabelecer qualquer tipo de comunicação entre si, os babilónios optaram por interromper os trabalhos da construção da Torre e dispersaram-se da Babilónia um pouco por todo o mundo, o que resultou no aparecimento de diversas culturas e de diferentes línguas.
A história bíblica da Torre de Babel traduz, deste modo, não só um dos mitos da criação das várias línguas existentes no mundo, mas também funciona como uma metáfora do desentendimento e da desordem, além de um sinónimo de “confusão”.