Descrição da Olea europea (Oliveira)
A oliveira (nome científico Olea europea L.) é uma angiospérmica (planta que produz flores e frutos) que surge em duas variedades: a variedade cultivada para a produção de azeitona e azeite (O. europaea L. var. europaea) e a variedade silvestre, também conhecida por Oliveira-brava ou Zambujeiro (O. europaea L. var. sylvestris Brot.).
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Oliveira
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Caracterização
A oliveira é uma árvore de folha perene e porte médio. O seu tronco assume formas tortuosas e a sua copa é mais ou menos esférica. Produz flores com pétalas brancas ou amarelas claras que surgem habitualmente entre junho e agosto. O seu fruto é a azeitona, que faz parte da dieta de algumas aves, entre outros animais. Possui folhas lanceoladas (em forma de bico de lança), de margem direita e que apresentam páginas com algumas diferenças visuais e ao toque. A página superior é verde escura, enquanto que a página inferior é mais clara, com tons acinzentados ou prateados. A página inferior é mais suave ao toque do que a página superior. Estas diferenças devem-se à presença de pêlos apenas na página inferior. Estes pêlos têm como função reduzir as perdas de água por parte da planta – tratando-se de uma planta característica de regiões com verões quentes e secos (como a zona mediterrânica), apresenta assim uma estratégia para conservar a água que absorve.
As oliveiras são árvores com uma grande longevidade, podendo viver durante milhares de anos. Investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro têm vindo a trabalhar na determinação da idade de oliveiras milenares. Em Portugal, a oliveira mais antiga conhecida tem cerca de 2850 de idade e encontra-se em Loures. A segunda oliveira mais velha de Portugal encontra-se, juntamente com outras oliveiras milenares, em Monsaraz e conta com cerca de 2450 anos de vida.
Utilizações
Apesar de se puderem dar outras utilizações a esta árvore (a sua madeira é um bom material para usar em lareiras e pode também, por exemplo, ser utilizada na marcenaria e na elaboração de esculturas), o cultivo da oliveira pelo Homem prende-se essencialmente com a utilização do seu fruto, a azeitona. Além do próprio fruto ser comestível e apreciado (após sofrer pequenas transformações), a partir dele produz-se o azeite, produto com diversas utilizações. Além de ser diretamente utilizado na culinária, o azeite é aplicado no fabrico de produtos de cosmética, tem aplicações medicinais e pode inclusivamente ser utilizado na iluminação. Nas candeias a azeite, um pavio é parcialmente mergulhado em azeite e, ao acendê-lo, o azeite é o combustível que vai alimentando a chama.
A oliveira na sociedade
Ao longo da História, a oliveira foi sendo associada a mitos, tradições, práticas religiosas e culturais, tendo sido em tempos considerada símbolo de sabedoria, paz, abundância e glória. Da madeira das oliveiras faziam-se ceptros reais e com o azeite ungiam-se monarcas, sacerdotes e atletas. Na Antiguidade, ofereciam-se coroas de folhas de oliveira aos vencedores das provas dos Jogos Olímpicos. Nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas (cidade onde tinham decorrido os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, em 1896), os atletas medalhados receberam também coroas de folhas de oliveira, recordando-se assim a tradição das primeiras edições dos Jogos Olímpicos.
References:
- Bingre P, Aguiar C, Espírito-Santo D, Arsénio P & Monteiro-Henriques T [Coord. Cient.] (2007): Guia de Campo – As árvores e os arbustos de Portugal continental. in vol IX dea San de Silva J [Coord. Ed.] (2007): Colecção Árvores e Floretas de Portugal. Jornal Público/Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento/Liga para a Protecção da natureza. Lisboa
- Lobo, A Costa. Ficha da Oliveira. Disponível: http://naturlink.sapo.pt/Natureza-e-Ambiente/Fichas-de-Especies/content/Ficha-da-Oliveira?bl=1&viewall=true#Go_1. Acedido 22/07/2015.