Faro (Portugal)

Apresentação da cidade de Faro e do seu concelho: caracterização sócio-económica, história, herádica, património histórico e edificado e património natural.

Apresentação da Cidade e Concelho de Faro

Faro - Porta da Vila

FICHA DA LOCALIDADE

Localidade: Faro
Classificação: Cidade, sede de concelho e sede de distrito

População: 64. 560 habitantes (Censos 2011)
Coordenadas: 37°01’09.9″N 7°55’51.6″W
País: Portugal
Distrito: Faro
Concelho: Faro
Freguesia: Faro (Sé e São Pedro)

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Faro é uma cidade portuguesa e sede de concelho e de distrito com o mesmo nome, e pertence à região, sub-região e província do Algarve, na Zona Sul de Portugal Continental. O município de Faro tem uma extensão de cerca de 202,57 km2 e um total de 64. 560 habitantes segundo os Censos 2011, e está subdividido em quatro freguesias, nomeadamente a freguesia de Conceição e Estoi, a freguesia de Faro (Sé e São Pedro), a freguesia de Montenegro e a freguesia de Santa Bárbara de Nexe. A cidade e município são limitados a Norte e a Oeste pelo município de São Brás de Alportel, a Este pela cidade de Olhão, a Oeste pela cidade de Loulé e a Sul é banhada pelo Oceano Atlântico.

Os oragos da cidade são Santa Maria e São Pedro e o feriado municipal é assinalado no dia sete do mês de setembro, que marca o dia em que Faro foi elevado oficialmente a estatuto de cidade e é ainda a véspera do dia de Santa Maria de Faro.

História de Faro

As origens da cidade de Faro remontam ao século VIII a.C, numa altura em que decorria a colonização do Mediterrâneo Ocidental pelos fenícios. Nessa altura o nome dado à localidade era Ossónoba, sendo um dos principais centros urbanos da região que é hoje o Algarve, servindo como importante zona estratégica para trocas comerciais de produtos como peixe, produtos agrícolas e minérios.

Mais tarde, entre os séculos III a.C. e VIII d.C, Faro esteve sucessivamente sob domínio dos romanos, bizantinos e visigodos. Dos vestígios do período romano, destacam-se as Ruínas de Milreu, localizadas próximo de Estói. Já os bizantinos deixaram as célebres torres, enquanto os visigodos deixaram várias fontes. É durante o período visigótico que a localidade passa a ser chamada de Santa Maria de Ossónoba.

Em 713 a cidade e toda a região foi conquistada pelos mouros que ergueram lá uma fortificação e uma muralha para defesa do núcleo urbano. No século IX, em plena dominação muçulmana, acontecem as revolvas moçarabes na região com o objetivo de criar um principado independente, pretensão que teve contudo uma duração muito curta. Foi durante este período que a designação Ossónoba desaparece, prevalecendo a de Santa Maria, ou Santa Maria do Ocidente (para distinção de Santa Maria do Oriente, junto a Valência. No séc. XI, após o governo de Said Inb Harun na taifa de Santa Maria, a cidade passa a designar-se Santa Maria Ibn Harun.

Em 1249, durante o reinado de D. Afonso III, a cidade é definitivamente conquistada aos mouros, que passaram a chamar a cidade por Santa Maria de Faaron ou Santa Maria de Faaram (que mais tarde passaria a Farro, Farão e por fim o atual nome de Faro).

A partir do séc. XV, e durante todo o período dos descobrimentos portugueses a cidade de Faro tornou-se uma cidade de grande importância estratégica devido à sua posição geográfica, ao seu porto seguro e à exploração de sal e de diversos produtos oriundos do interior da zona do Algarve. Em 1499, no auge dos descobrimentos, o Rei D. Manuel I promoveu a construção e edificação de novos equipamentos na cidade tais como um hospital, a Igreja do Espírito Santo/Igreja da Misericórdia, a Alfândega e um Açougue. Em 1540, face ao seu grande desenvolvimento, D. João III eleva Faro a cidade e em 1577 a sede do bispado do Algarve é transferida de Silves para Faro.

O saque e o incêndio, em 1596, pelas tropas inglesas de Robert Devereux, 2.º Conde de Essex, danificaram muralhas e igrejas, e provocaram elevados danos patrimoniais e materiais na cidade, mas não foram suficientes para interromper a continuação do crescimento de Faro.

Os séculos XVII e XVIII são também um período de forte expansão para Faro. É deste período que data a nova cintura de muralhas, construídas durante a Guerra da Restauração (1640 – 1668), que abrangia a área edificada e terrenos de cultura, num vasto semicírculo frente à Ria Formosa.

Em 1 de novembro de 1755, a cidade de Faro é fortemente abalada pelo grande sismo que também destruiu grande parte de Lisboa. Nesse dia, a cidade de Faro sofreu graves danos no património eclesiástico, desde igrejas e conventos até o próprio Paço Episcopal. As muralhas, o castelo, os quartéis, o corpo da guarda, vários armazéns, o edifício da alfândega, a cadeia e os conventos de São Francisco e de Santa Clara foram também destruídos.

A partir dessa altura, e até finais do séc. XIX, a cidade voltou a conhecer algum crescimento, mas mantendo-se sempre dentro dos limites das muralhas setecentistas. Foi já a partir de meados do séc. XX, e em especial nas últimas décadas, que o crescimento da cidade ganha grande ímpeto, impulsionado pelo desenvolvimento de diversas atividades económicas com grande destaque para as atividades relacionadas com o turismo. A construção do aeroporto internacional na cidade em 1965 foi também um elemento fundamental para o seu desenvolvimento recente.

Património natural e edificado de Faro

Faro e o seu conselho é extremamente rico em património natural e edificado, destacando-se, no caso do património edificado, as diversas igrejas e conventos, diversos palácios, e as Ruínas de Milreu, e no caso do património natural, o grande destaque vai para a Ria Formosa e para das diversas ilhas-barreira que a limitam a sul.

Apresentam-se de seguida os principais monumentos da cidade e do município de Faro:

Universidade de Faro

É na cidade de Faro que está localizada a Universidade do Algarve, uma instituição de ensino superior público que foi fundada no ano de 1979 e que está dividida em 3 campus: Penha, Gambelas e Saúde, que de dividem entre Faro e Portimão. A Universidade do Algarve é composta pela  Faculdade de Economia, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e Faculdade de Ciências e Tecnologia e quatro faculdades de Ensino Politécnico: Escola Superior de Saúde, Escola Superior de Educação e Comunicação, Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo e Instituto Superior de Engenharia. Além da Universidade do Algarve existe também a Escola de Hotelaria e Turismo que funciona desde 1966 que atualmente funciona nas instalações onde se situava o Convento de São Francisco.

Desporto

A cidade de Faro tem como maior e mais importante infraestrutura desportiva o Estádio do Algarve, um estádio que foi construído na altura do Europeu de Futebol do ano de 2004 e que se localiza no Parque das Cidades, na fronteira entre Loulé e Faro. Faro tem também uma pista de atletismo que foi inaugurada com a realização da final de clubes de Atletismo da I e da II divisão e que se situa na entrada de Faro a partir de Olhão. Em Faro destaca-se o Sporting Clube Farense, um clube de futebol.

Gastronomia

A gastronomia da cidade e região de Faro baseia-se em peixe, dada a proximidade à Ria Formosa e ao Oceano Atlântico. Também são comuns os pratos de marisco, as cataplanas, os guisados e os cozidos. Carapaus, biqueirões e sardinhas também são produtos típicos assim co amêijoas, caldeiradas de peixe, as papas de milho (xarém) e as carnes típicas. Em relação às sobremesas predominam os doces à base de frutos, bolos de amêndoa, de figo e de alfarroba.

Eventos da cidade

Na cidade de Faro destacam-se alguns eventos de várias áreas tais como a Concentração de Motos de Faro, o Folkfaro – Folclore Internacional da Cidade de Faro, o Farcume – Festival Internacional de Curtas Metragens de Faro, a Feira de Santa Iria, o Festival de Órgão de Faro, a Moura Encantada, um festival de tunas femininas que se realiza na cidade, a Semana Académica do Algarve, o Festival de Flamenco de Faro, a Festa da Ria Formosa, o Alameda Beer Fest e o Festival F.

Brasão da cidade

brasão de faroO brasão da cidade de Faro tem como cor predominante o azul que simboliza o céu e o amor celestial. O pano de muralhas e torres representa a cidade de Faro enquanto cidade amuralhada, os escudetes com quinas simbolizam Faro sempre ter pertencido à Casa e Coroa da rainha. O brasão tem também a imagem de Nossa Senhora da Conceição, estrela em ouro com oito pontas que simboliza a Virgem, a muralha e as torres e a coroa mural.

Acordos de Geminação

Faro possui vários acordos de geminação com diversas cidades, com as quais mantém relações culturais e económicas muito próximas. São as seguintes as cidades com as quais Faro possui acordos de geminação:

  • Tânger, Tânger-Tetuão, em Marrocos
  • Bolama, Bolama, na Guiné-Bissau
  • Huelva, Andaluzia, em Espanha
  • Málaga, Andaluzia, em Espanha
  • Praia, Ilha de Santiago, em Cabo Verde
  • Ilha do Príncipe, São Tomé e Príncipe
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