Caldas da Rainha (Portugal)

Apresentação da cidade das Caldas da Rainha e do seu concelho: caracterização sócio-económica, histórica, heráldica, património histórico, edificado e património natural.

Caldas da Rainha é uma cidade e sede de concelho portuguesa pertencente ao Distrito de Leiria, na Região Centro e que se insere na sub-região do Oeste. De acordo com os Censos de 2011, a população residente na cidade é de 26.884 pessoas. Quanto ao concelho de que é sede, a população residente em 2011 era de 51.729 habitantes, distribuídos por um território com 255,87 km2, do qual fazem parte 12 freguesias, a saber: A dos Francos, Alvorninha, Carvalhal Benfeito, Foz do Arelho, Landal, Nadadouro, Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, Salir de Matos, Santa Catarina, Santo Onofre e Serra do Bouro, Tornada e Salir do Porto e Vidais.  Caldas da Rainha é delimitada por Alcobaça, Bombarral, Cadaval, Óbidos, Rio Maior e o Oceano Atlântico como fronteira natural. Os Bordados, as louças das Caldas e as termas são atrativos do concelho que não pode perder quando visitar Caldas da Rainha.

História da cidade:

A história e origens da cidade está intimamente ligada aos seus recursos hidro-termais. Conta-se que, em 1484, durante uma viagem de Óbidos à Batalha, a rainha D. Leonor, esposa de João II de Portugal, e a sua corte, tenham passado por um local onde várias pessoas se banhavam em águas com um odor intenso. A rainha questionou tal situação pois o banho não era algo assim tão comum. A resposta que obteve foi que as águas possuíam um poder curativo e quem nelas se banhavam eram doentes. Também a rainha se banhou nas águas e conta a lenda que se curou e, no ano seguinte, determinou erguer naquele local um hospital termal. Para apoio  do hospital a rainha fundou uma pequena povoação com cerca de trinta moradores, dando-lhes alguns benefícios. No entanto, é com Afonso VI de Portugal, que se inicia o desenvolvimento das Caldas da Rainha, quando este reconstrói e amplia o antigo hospital. Em 1511, a povoação atinge o estatuto de vila. O concelho foi apenas criado em 1821, apesar da prosperidade que conheceu nos períodos anteriores. Mas é no século XIX que a vila conheceu o seu maior esplendor, com a moda das estâncias termais, passando assim a ser frequentada pelas classes mais abastadas que buscavam as águas sulfurosas para os seus tratamentos. Mas não foi só o termalismo que fez as Caldas da Rainha desenvolverem. A abundância de argila na região, permitiu a criação e desenvolvimento de numerosas fábricas de cerâmica. A vila tornou-se num dos principais centros produtores do país, destacando-se as criações de Rafael Bordalo Pinheiro que se iniciaram na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, entre 1884 e 1907. Em 1927, a vila é elevada à categoria de cidade devido ao seu crescimento demográfico. Durante este período, além da cerâmica, também prosperam a pintura e a escultura, fazendo das Caldas da Rainha um centro de artes plásticas. Nomes como José Malhoa, António Duarte e João Fragoso fazem parte desse meio. O malogrado “levantamento das caldas”, em Março de 1974, foi precursor da Revolução dos Cravos.

Parque D. Carlos I

Parque D. Carlos I

Património Edificado e Natural:

Como Património Edificado, no concelho das Caldas da Rainha existem vários Museus, como o Museu Rafael Bordalo Pinheiro, Museu José Malhoa, Museu do Ciclismo e o Centro de Artes. Além dos Museus, há a destacar as Igrejas, sobretudo a Igreja Matriz e a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, e as Ermidas de São Sebastião e Espírito Santo. Outro dos pontos de destaque no concelho é o Chafariz das Cinco Bicas. Quanto ao Património Natural, dá-se relevo à Mata Rainha D. Leonor e o Parque D. Carlos I, parques naturais que começaram por existir para uma melhor convalescença dos doentes termais.

Brasão da Cidade:

brasão caldas da rainhaO Brasão das Caldas da Rainha dispõe de dois escudetes paralelos brancos. Cada um destes escudetes possui cinco escudos azuis pequenos e em cruz com cinco bezantes em aspa cada um. O escudete branco do lado direito tem a encimá-lo um par de águias bicéfalas emblema dos Lencastres. Sobre o escudo de púrpura encontram-se treze castelos em ouro dispostos em três linhas perpendiculares contendo quatro castelos cada lateral e cinco a do centro situada no intervalo que divide os escudetes brancos. O escudete de púrpura está envolvido por um outro branco possuindo uma rede (camaroeiro) do lado direito e um pelicano do lado esquerdo alimentando os filhos com o seu sangue. O escudo exterior possui sobreposta uma coroa aberta.

Acordos de Geminação e Cooperação:

Caldas da Rainha dispõe de vários acordos com localidades portuguesas e estrangeiras, a saber:

  • Badajoz, município espanhol da Extremadura com cerca de 150.000 habitantes (sem data confirmada)
  • Cambo-les-Bains, cidade de França perto dos Pirenéus com cerca de 6000 habitantes (sem data confirmada)
  • Coria, localidade da Extremadura Espanhola com cerca de 13000 habitantes (sem data confirmada)
  • Dinant, cidade belga da região da Valónia com cerca de 14.000 habitantes (sem data confirmada)
  • Figueiró dos Vinhos, concelho português do mesmo distrito com pouco mais de 6000 habitantes (desde 17 de Maio de 2013)
  • Huambo, cidade angolana com mais de 1.000.000 habitantes (desde 1 de Maio de 2007)
  • Le Raincy, cidade dos arredores de Paris com pouco mais de 13000 habitantes (sem data confirmada)
  • Perth Amboy, cidade norte-americana no Estado da Nova Jérsia com pouco mais de 50.000 habitantes (sem data confirmada)
  • Poços das Caldas, cidade com cerca de 170.000 habitantes localizada no Estado de Minas Gerais, no Brasil (desde 2001)
  • Ribeira Grande, municipio da Ilha de Santiago, em Cabo Verde com cerca de 9.000 habitantes (sem data confirmada)
  • Santo Amaro da Imperatriz, cidade termal no Brasil com cerca de 22.000 habitantes (desde 15 de Maio de 2017)
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