Sebastião I

Sebastião I de Portugal foi, o penúltimo soberano da dinastia de Avis, e as suas acções, potenciaram o domínio filipino em Portugal.

Biografia Sebastião I de Portugal:

Sebastião I de Portugal era filho de João Manuel, Príncipe de Portugal com Joana de Áustria. Nasceu a 20 de Janeiro de 1554 em Lisboa, ascendeu ao trono a 11 de Junho de 1557, sucedendo ao avô João III, reinou até a sua morte, a 4 de Agosto de 1578 sem descendentes. Ficou conhecido como, o Adormecido e o Desejado.

Sebastião I de Portugal

Sebastião I de Portugal

A morte de todos os filhos de João III deixou, o reino dependente de Sebastião, neto de João, e filho de João Manuel. O Príncipe Herdeiro morreu durante a gravidez de Joana de Áustria, deixando a Independência do reino nas mãos da criança que iria nascer, com a expectativa que fosse do sexo masculino. É neste contexto que nasceu Sebastião, salvador da independência dinástica de Portugal, e porque ficou conhecido como o Desejado.

Após a morte do avô João III, tornou-se Sebastião I de Portugal, a 11 de Junho de 1557, ainda menor de idade. Até 1562, a regência do reino foi garantida pela avó, Catarina de Áustria, passando a partir desse momento e até 1568, para o tio-avô Cardeal D. Henrique, futuro Henrique I de Portugal, após a morte de Sebastião I.

No início do seu reinado, são incorporados nos territórios do Império, Macau em 1557 e Damão em 1559, mas o principal objectivo dos regentes, era manter e fortalecer a posição portuguesa, sobre os territórios conquistados.

Durante o seu reinado, foi criada uma nova Universidade em Évora, entregue aos Jesuítas, e verificou-se um fortalecimento da actividade religiosa no reino, com a fixação plena da Inquisição e criação de novos bispados, nos territórios ultramarinos.

O reino investia muita na defesa militar do Norte de África, que pouco valor tinha em termos económicos e até mesmo estratégicos. As praças marroquinas estavam, constantemente sobre ataque muçulmano, causando inúmeros prejuízos financeiros e humanos ao reino. Com a chegada à Índia e colonização do Brasil, estas concessões litorais em Marrocos, perderam toda a sua importância, sendo meros resquícios dos primórdios da expansão ultramarina.

Após atingir a maioridade, Sebastião assume a administração do reino em 1568. Em 1574, e face à influência turca em Marrocos, que levaria ao controlo total do Norte de África por parte do Império Otomano, Sebastião I começou os preparativos para uma grande invasão a Marrocos. Pediu auxílio ao tio, Filipe II de Espanha, neste projecto, cedendo ao soberano luso, uma pequena força.

Caso Sebastião I saísse vitorioso do conflito, Filipe II reclamaria para si parte dos louros, caso perdesse a vida ou fosse feito prisioneiro em Marrocos, poderia exercer o seu direito ao trono Português. Encorajado pelo tio, Sebastião parte para África, sem deixar qualquer descendente.

Na Batalha de Alcácer Quibir, as forças portuguesas são completamente derrotadas, o destino de Sebastião I, ainda hoje está envolto em mistério, o seu corpo nunca foi encontrado após a Batalha. Certo é que para o reino, os milhares de soldados mortos ou capturados, resultaram num imenso prejuízo financeiro e humano, sem descendentes e com um sucessor impedido de abdicar dos seus votos religiosos, Henrique I, Portugal uniu-se dinasticamente a Espanha, através da influência de Filipe II.

O legado de Sebastião I foi, a perda de soberania portuguesa para Espanha, e mesmo que tivesse vencido a Batalha de Alcácer Quibir, a dimensão do Império Otomano, faria que facilmente este território fosse anexado posteriormente. A campanha de Sebastião I beneficiou o Império Otomano, porque fragilizou tanto, a posição portuguesa como marroquina, e Filipe II, que assim anexou a coroa portuguesa.

Relativamente ao desaparecimento de Sebastião I, alguns historiadores defendem que foi morto na Batalha, outros que terá sido feito prisioneiro por Espanha, para que existisse a união dinástica. Certo é que no misticismo lusitano, e após a anexação de Portugal por Espanha, a população ansiava pelo retorno do Rei desaparecido.

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