Filipe III

Filipe III de Portugal foi o último rei da dinastia filipina, representativa da União Ibérica com Espanha.

Biografia Filipe III:

Filipe III de Portugal, Filipe IV de Espanha, era filho de Filipe II com Margarida da Áustria. Nasceu em Valladolid, Espanha a 8 de Abril de 1605, foi coroado a 31 de Março de 1621, reinando até a sua morte, a 17 de Setembro de 1665. Casou com Isabel de França e Maria Ana da Áustria. Da união com Maria Ana, nasceu o príncipe herdeiro Carlos II de Espanha.

Filipe III de Portugal

Filipe III de Portugal

Filipe III continuou a política de centralização do poder régio espanhol, gerando um crescente descontentamento em Portugal, vindo já do reinado de Filipe II. Filipe I, avô de Filipe III, compreendeu a necessidade de permitir autonomia a Portugal, um reino até 1580, completamente independente. Os seus descendentes não compreenderam o enquadramento de Portugal na União Dinástica Peninsular, antagonizando e desprezando, continuamente as elites lusitanas. Contrariando as políticas do avô, e continuando as práticas do pai, Filipe III, continuou a nomear representantes administrativos espanhóis para Portugal, desprezando a nobreza portuguesa nas nomeações, para os cargos mais influentes e preponderantes da União Ibérica. Filipe II fez os portugueses jurarem, o seu filho, como legitimo herdeiro ao trono português, aquando da sua visita ao reino em 1619.

Inicialmente, Filipe III nomeou uma junta de três membros, Bispo de Coimbra, Nuno Alvares de Portugal e Conde de Basto, para administrar o reino, o que em certa medida agradou os portugueses, sendo visto na época como um prelúdio, de maior abertura espanhola relativamente a Portugal.

Mas as boas graças do Rei, rapidamente iriam desvanecer-se em Portugal. A nomeação constante, da aristocracia espanhola para os melhores cargos, a desigual defesa dos territórios ultramarinos, Espanha não protegia as colónias portuguesas, da mesma forma que protegia as suas, e o brutal aumento de impostos em Portugal, de forma a alimentar a máquina de guerra espanhola, que enfrentava os ingleses, franceses e holandês, um pouco por todo o globo, sem a devia protecção aos territórios portugueses, levaram a uma insatisfação tal, que a 1 de Dezembro de 1640, é declarada a independência de Portugal relativamente a Espanha.

A 12 de Dezembro de 1640, João IV, é aclamado como Rei de Portugal. Na época a Espanha estava envolvida num conflito interno, com a região da Catalunha, que também lutava pela independência. Juntamente com as investidas dos rivais estrangeiros, nos territórios coloniais, a revolta na Catalunha, Filipe III não tinha como responder de imediato á revolta portuguesa.

Filipe III negligenciou Portugal e as suas regiões de influência, como parcelas do Brasil para a Holanda, aumentou impostos e desprezou os nobres portugueses. A falta de protecção, tanto às rotas comerciais, frotas e territórios coloniais, por parte da Espanha, levou ao descontentamento dos comerciantes e mercadores, levando a uma, aliança excepcional entre nobreza e burguesia, contra o despotismo espanhol. Terminou com Filipe III, a governação espanhola, e dinastia filipina em Portugal.

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References:

MARQUES, A.H. Oliveira ; História de Portugal, Lisboa, Pallas, , 1982

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