Filipe II

Filipe II de Portugal foi a segundo soberano espanhol, a governar Portugal unificado com Espanha.

Biografia de Filipe II:

Filipe II de Portugal, Filipe III de Espanha, era filho de Filipe I com Ana da Áustria. Nasceu a 13 de Setembro de 1578, e foi coroado rei em 1588, reinando até 31 de Março de 1621, data da sua morte. Casou com Margarida da Áustria, resultando desta união, o príncipe herdeiro Filipe.

Filipe II de Portugal

Filipe II de Portugal

Filipe II não era inicialmente o filho perfilado para suceder, a Filipe I de Portugal, II em Espanha, mas a morte prematura dos seus irmãos, Fernando e Diego, colocou-o na linha directa de sucessão. Foi desde novo, preparado para governar um extenso território, que aglomerava após a União Dinástica Ibérica, as colónias portuguesas e espanholas, mas nunca demonstrou uma verdadeira aptidão para o exercício governativo e administrativo.

Esta escassez de capacidade administrativa reflectiu-se, na relação com Portugal. Ao atingir a maioridade governativa, desfez-se dos ministros e conselheiros do pai, que haviam demonstrado competência anteriormente. Cercou-se de conselheiros inexperientes e pouco capazes.

Iniciou um processo de centralização do poder espanhol na Península Ibérica, contrariando a postura do pai, que conferiu autonomia a Portugal, colando portugueses nos principais cargos administrativos. Filipe II nomeou, ministros espanhóis para a administração do reino português, o que gerou uma forte onda de descontentamento. A nobreza portuguesa ficou, completamente arredada de qualquer cargo, já que a centralização de Filipe II baseava-se, na elite espanhola.

Filipe II herdou os inimigos do pai, Inglaterra, França e Províncias Unidas. Estes tiraram partido da fragilidade do monarca, e acentuaram a pressão sobre os territórios espanhóis, que na época englobavam os portugueses. A coroa espanhola não tinha capacidade de defender eficazmente um território tão vasto.

Portugal perdeu vários territórios para os inimigos de Espanha, no Brasil, África e Extremo Oriente, agravando o descontentamento luso, contra o monarca. Em 1619, viaja até Portugal, numa tentativa de pacificar a contestação portuguesa. Os nobres queixaram-se ao monarca, da falta de nomeações lusitanas, para cargos de responsabilidade dentro do novo reino Ibérico, e pediram que a Capital do Reino Espanhol fosse transferida para Lisboa.

Abandonou o reino alguns meses depois, com o seu filho Filipe a ser jurado como legitimo herdeiro pelos Portugueses. A viagem de Filipe II a Portugal, não resolveu a insatisfação lusa, só adensou-a, nenhuma das reivindicações ou pedidos foram atendidos. O erro de Filipe, na sua tentativa de centralização, foi não ter em consideração as aspirações da nobreza portuguesa, o que em última instância resultaria na independência de Portugal, no reinado do filho. Durante o seu reinado foram publicadas em 1603, as Ordenações Filipinas, compilação de leis, que regiam a autoridade judicial em Portugal.

Durante o reinado do pai, a Espanha atingiu o seu apogeu, mas a fraca governação de Filipe II, aliada com os constantes ataques dos inimigos do reino, levaram ao descontentamento de Portugal, que levaria á independência, e fragilização da Espanha.

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References:

MARQUES, A.H. Oliveira ; História de Portugal, Lisboa, Pallas, , 1982

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