Penalti (ou Grande Penalidade)

O que é um penalti no futebol; quais as infrações que lhe dão origem; quais as regras de marcação e validação de uma grande penalidade…

O que é um Penalti

Também chamado de ‘grande penalidade’, o penalti no futebol , correspondente à 14ª Lei do Futebol, é uma sanção assinalada contra a equipa que, dentro da sua grande área e quando a bola está em jogo, cometa uma das dez faltas cujo castigo resulta num livre directo, nomeadamente:

  • Pontapear ou tentativa de pontapear um adversário;
  • Rasteirar ou tentativa de rasteirar um jogador adversário;
  • Saltar sobre (para cima de) um jogador adversário;
  • Carregar (excepto ombro com ombro) um jogador adversário;
  • Agressão ou tentativa de agressão a um jogador adversário;
  • Empurrar um jogador adversário;
  • Entrar em “tackle” ou “de carrinho” sobre um jogador adversário;
  • Agarrar um jogador adversário;
  • Cuspir num jogador adversário;
  • Agarrar ou tocar com as mãos na bola deliberadamente (excepto no caso do guarda-redes, dentro da sua grande área)

Posicionamento da bola e dos jogadores

Na marcação de um penalti, o posicionamento da bola e dos jogadores deve ser o seguinte:

  • A bola tem de estar colocada em cima do círculo da marca da grande penalidade, a onze metros da baliza.
  • O jogador que irá marcar a grande penalidade terá de estar visivelmente identificado e destacado dos restantes.
  • O guarda-redes que irá defender o penalti tem de permanecer em cima da linha de golo e entre os postes, de frente para o jogador que o irá tentar converter, até que a bola seja rematada. Pode, no entanto, movimentar-se lateralmente em cima da linha, mas não para a frente, antes do remate.
  • Os restantes jogadores terão de estar dentro do campo de jogo, fora da grande área (ou área de penalti), atrás da marca de grande penalidade, e pelo menos a 9,15 metros dessa mesma marca.

Marcação da grande penalidade

Depois de os jogadores terem tomado as respectivas posições de acordo com as regras estabelecidas, o árbitro dará o sinal para que o penalti seja batido. Uma dessas regras é a de que o jogador que marca o penalti tem de rematar a bola para a frente, não podendo voltar a tocar-lhe antes que esta seja tocada por outro jogador (da mesma equipa ou da equipa oponente).

Quando uma grande penalidade é marcada durante o tempo regulamentar de jogo, ou no período de descontos de qualquer de ambas as partes atribuído pelo árbitro, o golo é validado se a bola entrar na baliza, passando a linha de golo, podendo tocar no guarda-redes, nos postes e/ou na trave.

A bola fica em jogo logo que seja tocada e se mova para a frente. Cabe ao árbitro decidir quando o lance da grande penalidade está completo.

Infracções e Sanções na Marcação do Penalti

Há lugar a sanções se, quando o árbitro der sinal para que o penalti seja marcado e, antes de a bola ficar em jogo, acontecer alguma das seguintes infracções:

  • Se o jogador que vai bater a falta infringe as leis do jogo, o árbitro permite a marcação do penálti e:
    • Se a bola entrar na baliza, a grande penalidade será repetida;
    • Se a bola não entrar na baliza, o árbitro interromperá a jogada e o jogo é recomeçado com um pontapé livre indirecto, a favor da equipa contrária, no local onde ocorreu a infracção;
  • Se o guarda-redes infringir as leis do jogo, o árbitro permite a marcação do penalti e:
    • Se a bola entrar na baliza, o golo é validado;
    • Se a bola não entrar na baliza, a marcação da grande penalidade é repetida;
  • Se um colega de equipa do jogador que vai marcar o penalti infringir as leis do jogo, o árbitro permite a marcação do penalti e:
    • Se a bola entrar na baliza, a grande penalidade será repetida;
    • Se a bola não entrar na baliza, o árbitro interromperá a jogada e o jogo é recomeçado com um pontapé livre indirecto, a favor da equipa contrária, no local onde ocorreu a infracção;
  • Se um colega de equipa do guarda-redes que vai defender o penalti infringir as leis do jogo, o árbitro permite a marcação do penalti e:
    • Se a bola entrar na baliza, o golo é validado;
    • Se a bola não entrar na baliza, a marcação da grande penalidade é repetida;
  • Se jogadores de ambas as equipas infringirem as leis do jogo, o penalti será repetido;
  • Se, após a marcação da grande penalidade:
    • O jogador que marcou o penalti tocar novamente na bola (excepto com as mãos), sem que esta tenha sido tocada por outro jogador, é assinalado um livre indirecto a favor da equipa contrária, no local onde ocorreu a infracção;
    • O jogador que marcou o penalti tocar novamente a bola deliberadamente com a mão, será assinalado um livre directo, a favor da equipa contrária, no local onde ocorreu a infracção;
    • A bola for tocada por um elemento estranho ao jogo e se mover para a frente, a marcação da falta será repetida;
    • A bola ressaltar no guarda-redes, na trave ou nos postes e for tocada por um elemento estranho ao jogo, o árbitro interrompe a jogada e o encontro é reatado com ‘bola-ao-solo’ no local onde ocorreu a infracção. Caso essa infracção mencionada ocorra dentro da pequena área, a ‘bola-ao-solo’ será efectuada em cima da linha de fundo ou de baliza, no ponto mais próximo de onde a bola se encontrava quando a jogada foi interrompida.

Penaltis históricos

Ao longo das décadas, foram várias as conversões ou tentativas de conversão de grandes penalidades que ficaram para a história. Uma destaca-se particularmente: o Penalti “à Panenka”. A denominação deriva do famoso lance em que Antonin Panenka, jogador da então Checoslováquia, cobrou um penalti na final do Europeu de 1974 frente à campeã do Mundo, a Alemanha Ocidental. O jogo terminou empatado e no desempate pelas grandes penalidades, o checoslovaco picou a bola tranquilamente, com esta a entrar a entrar lentamente ao meio da baliza, a meia altura, enquanto o guarda-redes Sepp Maier se lançava para o lado esquerdo. Desde então, vários jogadores têm marcado penáltis da mesma forma, como por exemplo Hélder Postiga, no jogo dos quartos-de-final do Euro 2004, frente à Inglaterra.

Outros penaltis foram especialmente marcantes, como o do francês Zinedine Zidane frente a Vítor Baía, que eliminou Portugal nas meias-finais do Euro 2000 com “golo de ouro”, ou o falhanço do italiano Roberto Baggio na marcação da última grande penalidade no desempate da final do Mundial 1994, que deu o título ao Brasil.

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