Cipreste

Conceito de Cipreste

Cipreste é a designação comum dada às árvores pertencentes à família Cupressaceae, sendo a grande maioria pertencente ao género Cupressus, no entanto, espécies pertencentes a outros géneros também podem assumir esta designação. Esta designação é atribuída a mais de 20 espécies de flora diferentes.

Estes indivíduos são árvores coníferas, semelhantes a pinheiros, a abetos ou a cedros, pois correspondem a plantas gimnospérmicas que vivem por um longo período de tempo, produzem resina, mas não produzem frutos.

Alguns indivíduos podem atingir perto dos 25 a 30 metros de altura, em alguns casos atinge alturas maiores, caracteristicamente apresentam uma copa em forma de pirâmide ou de fuso (consoante a espécie), assemelhando-se por vezes à chama de uma vela. O seu tronco é normalmente liso castanho-acinzentado, vai apresentando fissuras à medida que envelhece.

As suas folhas apresentam forma de escama e cor verde escura, os seus estomas encontram-se alinhados podendo fechar-se se o tempo for muito agressivo, com temperaturas muito baixas. Os ciprestes são considerados sempre-verdes, pois as suas folhas mantêm a cor verde durante todo o ano. Os seus órgãos reprodutores denominam-se estróbilos, estes têm a forma de um cone lenhoso, correspondem normalmente a espécie monoicas que florescem na primavera.

Estes indivíduos são muito usados como árvores ornamentais, sendo comum encontra-los nas paisagens mediterrâneas. Estes indivíduos são espécies de árvores ou arbustos que surgem por toda a Europa, Ásia e América do Norte. As árvores de ciprestes são pouco exigentes quanto ao solo, pois sobrevivem tanto em solos áridos como em solos encharcados, são espécies tolerantes ao ensombramento, assim como ao vento, no entanto, não tolera bem elevadas altitudes.

Os ciprestes encontram-se frequentemente em parques e cemitérios, devido à sua semelhança com os pinheiro assim como devido ao seu cheiro característico, em certas regiões são vendidos como árvore de natal em lugar do pinheiro. Estas árvores são utilizadas como corta-vento na agricultura, assim como ornamental, apresentam também aplicação florestal devido à qualidade da sua madeira.

Essa madeira é usada para a criação de estruturas a céu aberto devido à sua capacidade de resistir a pragas e a más condições atmosféricas. Os ciprestes têm vindo a ser estudados devido à sua capacidade para resistir a incêndios, com vista à possibilidade de serem usados como barreira contra fogos.

O cipreste (Cupressus sempervirens) é muito utilizado para o tratamento de doenças, particularmente problemas circulatórios, pois auxilia na recuperação dos vasos sanguíneos. Esta espécie alivia os sintomas de febre, bronquite, ansiedade, asma, laringite, reumatismo entre outros sintomas de doenças respiratórias e circulatórias. O alívio dos sintomas deve-se às propriedade antissépticas, sudoríferas, sedativas diuréticas e calmantes destas árvores.

Os ciprestes são afectados por algumas doenças, entre as quais a mais grave corresponde ao cancro cortical dos ciprestes. Este cancro é causado por um fungo (Seiridium cardinale) particularmente nos meses de primavera e de outono, podendo, no entanto, surgir durante todo o ano.

A infecção ocorre devido à existência de feridas prévias nos ramos ou nos troncos, o principal sintoma é o amarelecimento e secura de certas zonas da copa, enquanto os ramos afectados apresentam uma cor avermelhada, o interior também apresenta uma cor avermelhada e ocorre a produção excessiva de uma resina brilhante. Esta infecção pode levar à morte imediata da zona, alastrando posteriormente à copa.

O cipreste é uma árvore associada ao luto, não só pela sua presença nos cemitérios mas também pelo facto de na Grécia ter sido dedicada ao Deus Hades (deus do submundo), correspondia também à madeira usada nos caixões devido à grande longevidade que apresenta. A sua copa, a apontar para os céus, adquiriu a conotação de representar a ligação entre o céu e a terra, sendo para alguns considerada a árvore da vida.

 

Palavras-chave:

Gimnospermicas

Planta monoica

Estróbilo

Pinheiro

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References:

Caetano, Filomena; Ramos, Paula (2009). Cancro cortical: Uma grave doença dos ciprestes. Mundo das plantas e jardinagem. Consultado em: Outubro 31, 2015, em https://www.isa.ulisboa.pt/files/lpvva/pub/Mundo%20das%20Plantas%20e%20Jardinagem_N1_FEV2009.pdf

Martins, Alejandra (2015). Desvendado mistério das árvores que resistem a incêndios florestais. BBC Mundo. Consultado em: Outubro 31, em http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150901_ciprestes_misterio_incendio_rm

Cipreste. Britannica Escola Online. Enciclopédia Escolar Britannica, 2015. Consultado em: Outubro 31, 2015, em http://escola.britannica.com.br/article/481094/cipreste

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