Varanus komodoensis (Dragão de Komodo)

Descrição da espécie Varanus komodoensis, também conhecido por dragão de Komodo, as suas principais características, o seu habitat…

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Varanus komodoensis (dragão de Komodo) – descrição

 

Varanus komodoensis (Dragão de Komodo)
Reino Filo Classe Ordem Família Género Espécie
Animalia Chordata Reptilia Squamata Varanidae Varanus V. komodoensis

 

Distrib. Geográfica Estatuto Conserv. Habitat Dieta Predação  Longevidade
Arquipélago da Indonésia vulneravel florestas tropicais e savanas  Carnívoro ou necrófago  Cobras, Lagartos, Bufalos de água  50 anos em liberdade

 

Características Físicas
Anatómicas Corpo robusto, bastante longo, com as patas inseridas na lateral, cauda flexível
Dimorfismo Sexual O macho é maior que a fêmea
Tamanho 3 metros
Peso 70-90 kg

 

Varanus komodoensis cuja designação comum é dragão de Komodo, espécie de réptil pertencente à família Varanidae, que pertence à ordem Squamata, isto é, uma das maiores ordens de répteis existente. Este réptil corresponde a um dos maiores répteis vivos no mundo, relembrando os répteis antigos.

Os dragões de Komodo foram descobertos pela primeira vez em 1912, por Ouwens, na ilha de Komodo, assim como na ilha das Flores e da Rinca, localizadas no arquipélago da Indonésia.

Caraterísticas físicas

Dragão de Komodo

Dragão de Komodo

Como qualquer lagarto (réptil pertencente à sua família), o dragão de Komodo apresenta um corpo robusto, bastante longo, com patas posicionadas na lateral do corpo, permitindo que este se arraste, mas ao mesmo tempo que toque o mínimo possível com a porção ventral do corpo no chão.

As suas patas são robustas, a cauda bastante flexível e o seu corpo encontra-se coberto de escamas de tom verde acastanhado facilitando assim a sua camuflagem. Dragões de outras ilhas podem apresentar uma coloração das escamas diferente, mais vermelha ou mesmo em tons amarelos e esverdeados. Os juvenis também apresentam uma grande variedade de cores, como amarelo, cinzento, verde ou castanho.

Estes seres são poiquilotérmicos, como a maioria dos répteis, sendo incapazes de manter a sua temperatura interior, necessitando por isso de auxilio exterior.

O seu sentido de olfato encontra-se bastante desenvolvido, podendo detetar uma presa que esteja a 10 km de distância. A sua língua bifurcada é muito longa e apresenta um maxilar consideravelmente forte com dentes serrilhados, capaz de desfazer as presas em minutos.

Reprodução

Reprodução do komodo

Reprodução do komodo

Os machos e as fêmeas desta espécie apresentam dimorfismo sexual, sendo o macho bastante maior que a fêmea, apesar de ser pouco evidente. Os machos podem pesar cerca de 90 kg e medem mais que três metros, enquanto as fêmeas pesam cerca de 70 kg não medindo mais de 2 metros.

Durante a época reprodutora os macho lutam entre si, pondo-se de pé e apoiando-se nas suas caudas, para impressionarem as fêmeas, no entanto, após a fecundação os machos afastam-se indo procurar outras fêmeas, tratando-se de relações poligamicas.

Após a fecundação, as fêmeas podem por cerca de 25 ovos, que iram incubar durante cerca de 8 a 9 meses, no entanto, não há evidencias de comportamento parental nesta espécie. Em alguns casos o Varanus komodoencis pode reproduzir-se por partenogénese.

Os juvenis nascem de ovos e são muito frágeis à nascença, sendo facilmente predados, permanecendo em refúgios nas árvores durante o seu primeiro ano de vida.

Os juvenis alimentam-se de pequenos roedores, cobras e lagartos de pequenas dimensões, hábitos alimentares que serão alterados a partir do 8 meses.

Comportamento

Varanus komodoensis

Varanus komodoensis

Estes indivíduos podem matar e ingerir presas como veados e búfalos, sendo capaz de consumir até 80% do valor do seu peso corporal.

Os Varanus komodoensis possuem um potente veneno, em glândulas situadas no seu maxilar, que leva as suas vitimas a perderem grandes quantidades de sangue, entrando rapidamente em estado de choque, facilitando assim a sua captura.

A injeção deste veneno ocorre de forma diferente do que é visto nas cobras, visto que o veneno desliza para a ferida provocada pelos dentes do dragão, levando ao envenenamento da presa mesmo que esta consiga escapar ao ataque.

Estes indivíduos vivem geralmente de forma solitária, no entanto, após um ataque estes podem reunir-se para se alimentarem da presa morta. As presas podem ser consumidas quando mortas ou ainda vivas, devido ao apetite voraz que estes animais possuem.

Os Komodos são carnívoros ou mesmo necrófagos, pois muitas vezes alimentam-se não de presas frescas, mas de carcaças, acabando por ser considerados como predadores de topo. A alimentação e a reprodução são os únicos momentos em que estes se juntos, sendo indivíduos solitarios a maior parte do tempo.

Os dragões de Komodo têm grande dificuldade em sobreviver aos predadores durante a infância, no entanto, quando atingem a idade adulta possuem uma esperança de vida de 50 anos, mas quando em cativeiro essa idade diminui consideravelmente.

Habitat

Varanus komodoensis

Varanus komodoensis

O seu habitat é preferencialmente vulcânico, visto que todas as ilhas onde foram encontrados são de origem vulcânica. Este prefere as florestas tropicais, assim como savanas que se encontram a mais de 700 metros acima do nível médio do mar, particularmente zonas com ervas altas e arbustos, pode também ser encontrado em praias. Os juvenis habitam zonas florestais, podendo mesmo habitar nas árvores para fugirem de predadores.

Esta espécie é endémica das ilhas da Indonésia, sendo nativa da região oriental. A espécie Varanus komodoencis é apenas encontrado no arquipélago da Indonésia, apesar de haver rumores da sua presença em África.

Importância

Dragão de Komodo

Dragão de Komodo

Esta espécie é considerada como vulnerável, pois existe apenas um pequeno grupo de indivíduos, cerca de metade do que existia nos anos 50 do século XX.

As principais causas para o seu desaparecimento devem-se à perda de habitats devido à poluição e à desflorestação, assim como à diminuição das presas.

O Varanus komodoencis encontra-se protegido desde os anos 30 do século XX. A sua venda é proibida pelo apêndice I do CITES (Convention on International Trade in Endangered Species). O interesse por esta espécie tem sido bastante grande, atraindo ao seu habitat inúmeros turistas.

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References:

Komodo dragon. (Varanus komodoensis). (On-line) Wildscreen. Consultado em: Outubro 30, 2018 em https://www.arkive.org/komodo-dragon/varanus-komodoensis/image-G6265.html

Varanus komodoensis OUWENS, 1912. The Reptile Database. Zoological Museum Hamburg. Consultado em: Outubro 30, 2018 em http://reptile-database.reptarium.cz/species?genus=Varanus&species=komodoensis

Lawwell, L. 2006. “Varanus komodoensis” (On-line), Animal Diversity Web. Consultado em: Outubro 30, 2018 em https://animaldiversity.org/accounts/Varanus_komodoensis/

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