Solanum tuberosum (Batateira)

Descrição da espécie Solanum tuberosum, as suas principais caracteristicas, os locais onde se encontra, assim como a sua utilização…

Solanum tuberosum (batateira) – Descrição

Solanum tuberosum

Solanum tuberosum

Solanum tuberosum é a designação científica atribuída à batateira. Esta espécie encontra-se no género Solanum, que pertence à família Solanaceae, que faz parte da ordem Solanales, que está incluída da classe Magnoliopsida.

A espécie Solanum tuberosum é dicotiledónea, pois o seu embrião possui pelo menos dois cotilédones, estando assim associada ao clado eudicotiledonea. Outra espécie que compartilham o mesmo género que a batateira é o tomateiro (Solanum lycopersicum).

A importância do tubérculo produzido por esta espécie é muito grande tendo sido decretado pela Organização das Nações Unidas o Ano Internacional da Batata em 2008, pois trata-se de um dos alimentos mais utilizados no combate à fome. O seu amplo cultivo deu origem a cerca de 5000 cultivares diferentes.

Principais características:

Solanum tuberosum (Batateira)
Reino Filo Classe Ordem Família Género Espécie
 Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Solanales Solanaceae Solanum Solanum tuberosum

 

Distrib. Geográfica Estatuto Conserv. Habitat Necessidades Nutricionais
 Longevidade
Cosmopolita  – criado pelo Homem solo rico em matéria orgânica

 

Características Físicas
Anatómicas porte herbáceo, folhas compostas, flor com simetria radial, fruto carnudo
Tamanho alturas superiores a 1 metro
Este tubérculo é rico em amido.

Os membros desta espécie são perenes, não perdendo as folhas na época desfavorável. Estes possuem um porte herbáceo, não atingindo alturas superiores a 1 metro. O caule é subterrâneo adquirindo a forma de rizoma. No extremo do rizoma surge o tubérculo que é a porção comestível desta espécie.

As folhas destes indivíduos são compostas, apresentando uma disposição alterna, com exceção da que se encontram mais perto do solo, que são mais simples.

A sua flor tem uma simetria radial, pois é composta por 5 tépalas, não havendo diferenciação entre sépalas e pétalas. A corola desta espécie pode ser de cor azul arroxeada ou branca, dependendo da variedade, apresentando a forma de tubo. Estas flores reúnem-se em inflorescências paniculadas, que se encontram na porção terminal do ramo.

Os seus estames encontram-se em número de 5. O seu ovário é bilocular, produzindo em cada lóculo, centenas de sementes de cor branca, amarela ou castanha.

O seu fruto carnudo é uma baga com apenas alguns milímetros. Estes frutos possuem uma coloração amarelada, esverdeada, vermelha ou violeta, consoante a variedade.

O tubérculo produzido nesta espécie possui duas camadas de células que forma a camada mais externa, a epiderme e a periderme. Este tubérculo é rico em amido.

Distribuição:

Esta espécie é nativa da América do sul e central, no entanto, o seu cultivo levou à naturalização desta espécie por todo o mundo. A espécie atual terá evoluído e sofrido diferenciação a partir de outra espécie comum na cordilheira dos Andes.

A dispersão desta planta por todo o mundo deveu-se aos descobrimentos, tendo sido dispersada pelos colonizadores europeus que descobriram o continente americano. Atualmente existem centenas de variedades diferentes desta espécie que são cultivadas em todos os continentes, particularmente na Asia.

O seu habitat é criado pelo Homem, sendo muito incomum encontrar indivíduos desta espécie na sua forma selvagem, não estando associado a nenhum ecossistema.

Estes indivíduos adaptam-se facilmente a qualquer condição ambiental em que se encontrem, no entanto, essas características tornam a planta mais propensa a ser atacada por pragas. Os membros desta espécie preferem uma exposição plena ao sol.

O solo mais adequado deve ser macio, rico em matéria orgânica (fértil), facilitando o crescimento do tubérculo, assim como possuir boa drenagem e manter um ph de 5,2 a 6,4 (solos ácidos).

Utilizações:

A espécie Solanum tuberosum possui um elevado valor económico, pois os tubérculos que produz são um dos alimentos mais consumidos a nível mundial, sendo este um dos alimentos fundamentais das dietas de milhões de pessoas.

Todas as batatas consumidas a nível mundial pertencem unicamente a esta espécie, sendo que as suas diferenças devem-se às diferentes variedades que foram surgindo.

A dependência que o continente europeu tem da batata foi responsável por uma das maiores fomes sofridas no continente. Em 1845, uma grande praga dizimou grande parte da cultura de batata da Irlanda, matando milhares de pessoas e obrigando outras a imigrarem pois tinham perdido a sua principal fonte de alimento.

Apesar das denominações comuns muito semelhantes, a batata e a batata-doce pouco têm em comum, estas encontram-se apenas inseridas na mesma ordem.

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References:

Solanum tuberosum. Missouri Botanical Garden. Consultado em: Abril 30, 2017, em http://www.missouribotanicalgarden.org/PlantFinder/PlantFinderDetails.aspx?kempercode=a692

(2009). Crops Solanum tuberosum L. – Chilean or European potato. Project «Interactive Agricultural Ecological Atlas of Russia and Neighboring Countries. Economic Plants and their Diseases, Pests and Weeds». Consultado em: Abril 30, 2017, em http://www.agroatlas.ru/en/content/cultural/Solanum_tuberosum_K/

Datiles, Marianne Jennifer; Acevedo-Rodríguez, Pedro (2014). Datasheet Solanum tuberosum (potato). CABI. Invasive Species Compendium. Datasheets, maps, images, abstracts and full text on invasive species of the world. Consultado em: Abril 30, 2017, em http://www.cabi.org/isc/datasheet/50561

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