Himenóptero

Definição de Himenóptero. Subordens dos Himenópteros e características.

Os himenópteros são animais pertencentes a uma ordem dos insectos constituída por organismos como as formigas, as abelhas ou as vespas. As abelhas, formigas, vespas ou moscas-serra são todos insectos bastante activos do ponto de vista metabólico e que se organizam em comunidades.

Existem cerca de 125 mil espécies de himenópteros descritos. Os fósseis mais antigos de himenópteros que foram encontrados datam do período Triássico, entre 207 a 220 milhões de anos atrás.

 

Insectos com cinturas largas ou cinturas estreitas

Podemos reconhecer duas subordens dentro dos himenópteros – Symphyta e Apocrita. Dento do grupo Symphyta estão classificadas as formas mais primitivas semelhantes a vespas, contudo, aqui encontram-se os himenópteros sem constrição abdominal (cinturas largas) dando um aspecto mais alargado ao corpo, como as moscas-serra, vespas da madeira, e seus relativos. Não apresentam normalmente dimorfismo sexual, ou seja, os machos e as fêmeas não diferem do ponto de vista morfológico. Possuem asas funcionais e os primeiros e segundos segmentos abdominais encontram-se fundidos. As larvas possuem a forma de lagarta, com uma região da cabeça bem desenvolvida e com diversos apêndices locomotores na região abdominal.

Os insectos pertencentes à subordem Apocrita, que engloba os himenópteros com cinturas mais estreitas como as verdadeiras vespas, as abelhas ou as formigas, possuem uma fusão do primeiro segmento abdominal com o segundo, através de uma constrição bem definida.

As formas adultas possuem um comportamento marcadamente social e possuem um acentuado polimorfismo (elevada diversidade fenotípica). As comunidades formadas pelos organismos pertencentes a este grupo estão organizadas com diferentes castas, desde as rainhas, aos machos haplóides (só possuem uma variante de cada cromossoma), às  fêmeas partenogénicas, bem como, a indivíduos não reprodutores, tais como os soldados ou operárias.

As larvas não possuem membros, são macias e exibem um tom esbranquiçado. Alimentam-se sobre o corpo de crustáceos ou sobre os seus ovos, alimentam-se também em tumores de plantas ou sobre sementes. Algumas larvas desenvolvem-se em ninhos construídos pelos adultos e, no caso das abelhas, são os próprios adultos que alimentam as suas larvas.

 

Inúmeras espécies de abelhas e formigas …

Existem cerca de 21 mil espécies de abelhas descritas, sendo que a maioria destes organismos são animais solitários que não se organizam em comunidades, e cerca de 9 mil espécies de formigas identificadas. Só na floresta tropical da Amazónia, as formigas constituem mais de quatro vezes a biomassa totalizada por todos os vertebrados terrestres em conjunto! E se juntássemos todos os insectos sociais que existem, entre térmitas, formigas, abelhas ou vespas, reuniríamos cerca de 80% de toda a biomassa do nosso planeta.

 

Características morfológicas dos himenópteros

Nestes insectos, as peças bucais são alongadas e estão adaptadas para a ingestão do néctar das flores (estruturas reprodutoras das plantas angiospérmicas). Contudo, as mandíbulas permanecem funcionais, na maior parte dos casos. Nas abelhas, por exemplo, os lábios expandem-se formando umas estruturas que possuem o formato de lóbulos, utilizado na absorção de alimentos líquidos.

Os himenópteros possuem, geralmente, dois pares de asas membranosas, duas asas traseiras pequenas acompanham as duas asas dianteiras através de ganchos. A nervação das asas é reduzida. As antenas são bem desenvolvidas e podem adoptar formas e tamanhos diversos. O metatórax é reduzido e geralmente fundido ao primeiro segmento abdominal. Os machos possuem um aparelho reprodutor complexo e as fêmeas possuem, geralmente, um ovipositor (estrutura onde são depositados os ovos) modificado. Em insectos como as abelhas, por exemplo, as fêmeas possuem um ovipositor que permite a perfuração do hospedeiro ou o acesso a locais inacessíveis, apresentando-se, muitas vezes, modificado num ferrão.

 

Referências Bibliográficas

Emeljanov, A. F. (2014). The evolutionary role and fate of the primary ovipositor in insects. Entomological review, 94(3), 367-396.

Wilson, E. O., & Lando, I. M. (2008). A criação: como salvar a vida na Terra. Editora Companhia das Letras.

Brusca, Richard C.  and Brusca, Gary J. (2002). Invertebrates. Sinauer Associates, 2ª Edição.

 

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