Fabaceae, Família

Descrição da família Fabaceae, as suas principais características, locais de dispersão e utilizações…

Descrição da Família Fabaceae

 

Fabaceae (Leguminasae)
Reino Filo Classe Ordem Família Género Espécie
 Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Fbales Fabaceae

 

Distrib. Geográfica Estatuto Conserv. Habitat Necessidades Nutricionais
 Longevidade
 cosmopolita não estudada  Zonas temperadas e zonas tropicais  nenhuma em especifico perenes, anuais ou bianuais

 

Características Físicas
Anatómicas folhas compostas, algumas espécies são trepadeiras apresentando gavinhas que lhes permite fixar na vertical,
Tamanho  arbustos de grande porte ou árvores de pequeno porte
maior parte das espécies cultivada para fins alimentares

 

Fabaceae é a designação de uma família de angiospérmicas. Esta família era conhecida por Leguminasae, a família das leguminosas. Estes indivíduos estão associados à ordem Fabales, pertencente a classe Magnoliopsida, integrado no filo/ divisão Magnoliophyta.

Esta família é uma das três maiores famílias pertencentes às angiospérmicas. A designação Leguminasae, é uma designação antiga, que foi substituída pela actual designação Fabaceae devido às normas para a nomenclatura vegetal, no entanto, devido à sua grande popularidade ainda é aceite.

Nesta família reúnem-se mais de 20000 espécies, distribuídas por cerca de 700 géneros. Esta família é conhecida por família das leguminosas devido ao seu fruto característico, um tipo de vagem que surge nos membros desta família. Dentro desta família podem destacar-se, como as espécies muito conhecias, aquelas que dão origem às favas (Vicia faba), feijões (Phaseolus vulgaris) e a soja (Glycine max).

Principais características:

Os elementos desta família variam de herbáceas anuais até arbustos de grande porte, existem também alguns espécimes com um pequeno porte arbóreo, assim como trepadeiras (apresentando gavinhas que lhes permitem fixar) ou ainda epífitas. Uma grande parte das espécies pertencentes a esta família é perene, isto é, conservam a sua folhagem durante todo o ano, no entanto, estas podem também ser anuais ou bianuais.

As raízes destas espécies caracterizam-se por uma relação simbiótica com bactérias do género Rizobium que permite a fixação do azoto atmosférico, característica muito importante para o ambiente.

Os elementos da família Fabaceae possuem geralmente folhas compostas pinadas, podendo também ser trifoliadas ou palmadas, com disposição alterna, raramente oposta. Estas podem ser simples, ou encontrarem-se reduzidas, por vezes apresentando espinhos. As margens são normalmente serrilhadas, mas em algumas espécies são inteiras.

As flores podem ser hermafroditas, com uma corola papilonada, isto é, apresentam um estandarte, duas asas e uma quilha, em algumas espécies as pétalas são iguais. Muito raramente surgem flores unissexuais. Estas flores possuem um ovário supero unicarpelar, com placentação parietal.

A corola apresenta geralmente pétalas livres, enquanto no cálice as sépalas encontram-se fundidas. Estas reúnem-se em inflorescências, geralmente racemosas, como por exemplo em cachos, em casos raros pode surgir apenas uma flor. A polinização destas plantas ocorre com o auxílio de insectos polinizadores.

Os seus frutos designam-se por vagens e são considerados legumes. O fruto é geralmente seco, deiscente e monocarpelar. Estas vagens, quando maduras (secas), abrem-se libertando um grande número de sementes.

Distribuição e utilizações:

Esta família encontra-se distribuída por todos os continentes, com excepção dos continentes frios (Ártico e Antártico). As espécies desta família encontram-se particularmente nas zonas tropicais e nas zonas temperadas. Esta família pode ter surgido inicialmente na Ásia, na América e na Europa, tendo rapidamente tornando-se uma as principais fontes de proteína na alimentação humana.

Algumas espécies herbáceas surgem maioritariamente em zonas temperadas, enquanto as espécies arbóreas surgem maioritariamente nas regiões tropicais. Esta grande distribuição cosmopolita deve-se à sua utilização na alimentação humana, assim como pelo seu uso como forragem para animais, visto está família ser composta por uma grande quantidade de vegetais.

A relação com algumas bactérias (Rizobium) permite a fixação do azoto atmosférico, desenvolvendo assim uma função de grande importância para o ambiente, assim como para o funcionamento dos ecossistemas. Estas espécies são por isso utilizadas para o melhoramento dos solos agrícolas que se encontram desprovidos de nutrientes.

A família Fabaceae possui também um elevado potencial como espécie ornamental, em jardins. A sua madeira pode ainda ser utilizada para a construção de instrumentos musicais, como por exemplo o violino, ou na construção de alguns tipos de mobiliário.

Algumas espécies, devido ao seu elevado carácter venenoso, são utilizadas na produção de pesticidas ou mesmo na produção de alguns medicamentos. A sua composição em vitaminas e minerais tornando estes alimentos muito importantes para a saúde dos seres vivos.

As espécies incluídas nesta família são geralmente boas colonizadoras, devido às suas capacidades dispersivas. Quando encontram condições adequadas ao seu desenvolvimento, algumas espécies podem tornar-se espécies invasoras, um bom exemplo são certas espécies do género Acácia que têm vindo a colonizar uma grande parte do território português.

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References:

Fabaceae. (2016). Encyclopædia Britannica. Consultado em: Abril 30, 2016, em http://www.britannica.com/plant/Fabaceae

Lavin, Matt; Pennington, R. Toby; Klitgaard, Bente B.; Sprent, Janet I.; Lima, Haroldo Cavalcante; Gasson, Peter E. (2001). The dalbergioid legumes (Fabaceae): delimitation of a pantropical monophyletic clade. Am. J. Bot. vol. 88no. 3 503-533. Consultado em: Abril 30, 2016, em http://www.amjbot.org/content/88/3/503.long

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