Bryoria fuscescens

O líquen Bryoria fuscescens é um organismo simbionte que coloniza bosques com elevada densidade de árvores.

 

Bryoria fuscescens
Reino Filo Classe Ordem Família Género Espécie
 Fungi Ascomycota Lecanoromycetes Lecanorales Parmeliaceae Bryoria B. fuscescens

 

Distrib. Geográfica Estatuto Conserv. Habitat Necessidades Nutricionais

Europa, Ásia, África, América do Norte, Árctico, Madagáscar. Não avaliado. Bosques em ecossistemas árcticos, temperados e tropicais. Ambientes sem poluição. Minerais como cálcio, potássio, sódio, magnésio. Compostos orgânicos com amónia, nitratos e sulfatos.

 

Características Físicas
Anatómicas Fruticuloso e ramificado. Talo composto por diversos filamentos pendentes.
Tamanho 5-15 cm largura em ambientes pristinos. Em habitats com poluição mede apenas até 3 cm.
Estruturas Reprodutoras Sorálios em forma de verruga ou alongados, com até 0.7 mm.

 

O líquen Bryoria fuscescens é um organismo simbionte que pode ser encontrado em bosques de elevada densidade de árvores e que raramente ocorre em estruturas arbóreas em campo aberto. Coloniza também estruturas de madeira como postes e cercas. Está adaptado a climas húmidos como os bosques das regiões boreais do planeta onde predominam coníferas (gimnospérmicas) como os abetos, e às regiões montanhosas do Mediterrâneo.

Características gerais

O talo é fruticuloso, ramificado e pende em inúmeros filamentos (filiforme) como se formasse os fios de uma longa cabeleira. Exibe um tom acastanhado que pode variar entre tonalidades claras a escuras até colorações de cinza. Os diversos filamentos que compõem este líquen têm, geralmente, uma secção circular embora, por vezes, possam ocorrer talos desta espécie com filamentos achatados.

A forma de crescimento do talo pode organizar-se de três formas: pode crescer rente ao tronco ou à superfície de fixação, pode crescer solto e pendente, ou ainda inclinado. Os talos mais vigorosos desta espécie ocorrem em ambientes pristinos (puros).

Os sorálios (estruturas reprodutoras assexuadas, pulverulentas, formadas por conjuntos de sorédios) surgem nos talos maduros em número reduzido e estão ausentes nos talos jovens ou pouco desenvolvidos. Outro tipo de estruturas de reprodução assexuada que apenas raramente ocorrem nesta espécie são os apotécios (estruturas em forma de taça).

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References:

  • Wirth, V. (2004). Guía de campo de los líquenes, musgos y hepáticas: con 288 especies de líquenes y 226 de briófitos (musgos y hepáticas). Omega.
  • Tarhanen, S.; Holopainen, T.; Oksanen, J. (1997). Ultrastructural changes and electrolyte leakage from ozone fumigated epiphytic lichens. Annals of botany, v. 80, n. 5, p. 611-621.
  • Rambold G. (lead editor); for detailed information see http://liaslight.lias.net/About/Impressum.html and http://liasnames.lias.net/About/Impressum.html (2015). LIAS: A Global Information System for Lichenized and Non-Lichenized Ascomycetes (version Jan 2013). In: Species 2000 & ITIS Catalogue of Life, 20th November 2015 (Roskov Y., Abucay L., Orrell T., Nicolson D., Kunze T., Flann C., Bailly N., Kirk P., Bourgoin T., DeWalt R.E., Decock W., De Wever A., eds). Digital resource at www.catalogueoflife.org/col. Species 2000: Naturalis, Leiden, the Netherlands. ISSN 2405-8858.
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