Betulaceae, Família

Descrição da família Betulaceae, as suas principais características, os locais onde se distribuem, assim como as principais utilizações…

Descrição da Família Betulaceae

Bétulas do jardim

 

 

Betulaceae 
Reino Filo Classe Ordem Família Género Espécie
 Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Fagales Betulaceae

 

Distrib. Geográfica Estatuto Conserv. Habitat Necessidades Nutricionais
 Longevidade
Hemisfério Norte e em zonas com alguma altitude  Algumas espécies encontram-se em perigo de extinção  Zonas temperadas e boreais  não exige condições especiais Cerca de 100 anos

 

Características Físicas
Anatómicas caule com crescimento secundário, folhas simples com disposição alterna, inflorescencias racemosas, as infrutescências são nozes ou sâmaras
Tamanho espécies com porte inferior a 50 metros de altura
 angiospérmica; porte arbóreo ou arbustivo

 

 

 

Betulaceae é a designação atribuída à família das Bétulas. Esta família é constituída por angiospérmicas, isto é, plantas com flor, encontrando-se incluída na ordem Fagales, no entanto, esta localização não é aceite por todos os investigadores. Esta família está inserida na classe Magnoliopsida, que se encontra no filo/divisão Magnoliophyta.

O maior género presente nesta família é o género Betula, enquanto o mais pequeno designa-se por Ostryopsis. Nesta família incluem-se as bétulas, os amieiros, assim como as avelaneiras e as carpinos, entre diversas outras espécies.

 

Principais características:

A família Betulaceae possui diversas espécies com porte arbóreo, assim como alguns arbustos, não excedendo alturas superiores aos 50 metros, sendo que as alturas variam de espécie para espécie. Estas espécies são geralmente caducas, perdendo as folhas no período menos favorável, no entanto, existem algumas espécies perenes. Muitas das espécies pertencentes a esta família crescem rapidamente e possuem uma longevidade muito pequena, vivendo pouco mais do que uma centena de anos.

Estas espécies apresentam um caule com crescimento secundário, sendo comum os seus troncos apresentarem cores pouco usuais, por exemplo o tronco branco das Bétulas, que as torna bastante distintivas. As folhas são alternas, normalmente, simples com as margens serrilhadas. As cores das folhas desta família possuem uma grande variedade, em particular durante o outono, podendo assumir uma vasta gama de cores desde vermelhas, a amarelas e mesmo castanhas.

As espécies desta família produzem inflorescências racemosas, cujas flores são unissexuadas, isto é, trata-se de plantas monóicas que apresentam flores com um único sexo, mas que possuem ambos os sexos na mesma planta. As inflorescências são designadas por amentos, sendo que as masculinas assemelham-se a cilindros alongados, enquanto, as inflorescências femininas, geralmente, assemelham-se a cones, que apresentam um ovário ínfero, que pode estar protegido por brácteas. A polinização ocorre, normalmente, com o auxílio do vento, durante a primavera.

Os frutos desta família são nozes ou sâmaras, muitas vezes comestíveis, dependendo da espécie. Estas infrutescências apresentam geralmente uma única semente. Muitos dos frutos desta família (particularmente as sâmaras) apresentam pequenas asas na lateral, que lhes permite uma melhor dispersão no território.

 

Distribuição e utilização:

Os elementos da família Betulaceae são comuns no Hemisfério Norte, particularmente nas zonas temperadas e boreais, encontrando-se amplamente distribuídos por todos os continentes desse hemisfério. Algumas espécies foram encontradas no Hemisfério Sul, no entanto, estas são muito raras e geralmente apenas surgem nas zonas montanhosas, como por exemplo nos Andes.

As espécies pertencentes a esta família possuem uma elevada importância nos fenómenos de sucessão, visto grande parte destas plantas surgir durante as primeiras fases da sucessão, devido à sua grande capacidade de colonizar áreas que sofreram perturbações. Estas plantas permitem a estabilização dos solos através da fixação das suas raízes.

Este indivíduos podem ser cultivados para produção, como é o caso das avelaneiras, cultivadas para a obtenção das avelas. Outras espécies são cultivadas para obtenção da sua madeira, que possui um elevado valor económico, ou ainda para utilização ornamental, principalmente devido às cores da sua folhagem. Diversas espécies desta família são encontradas em jardins públicos ou privados por todo o mundo.

Algumas espécies da família Betulaceae produzem frutos comestíveis (nozes), ou podem ser utilizadas na produção de uma calda, utilizando a seiva destes indivíduos, que pode ser consumida em conjunto com doces ou salgados. Os troncos de algumas espécies também são utilizados para a produção de carvão usado, por exemplo, na produção de salmão fumado. Em outras espécies, o tronco é muito apreciado pela sua cor e a suavidade da sua madeira, sendo utilizado para construção de móveis, ou objectos decorativos.

Diversas espécies pertencentes a esta família são consideradas como ameaçadas. No entanto, existe um elevado grupo de espécies sobre as quais não existem dados suficientes para que o seu estatuto de conservação seja determinado, sendo necessária uma maior pesquisa, no terreno, sobre os elementos que compõem esta família.

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References:

Shaw, Kirsty; Stritch, Larry; Rivers, Malin; Roy, Shyamali; Wilson, Becky; Govaerts, Rafaël (2014). The Red List of Betulaceae. Botanic Gardens Conservation International. USDA Forest Service. Consultado em: Abril 3, 2016, em https://www.bgci.org/files/Global_Trees_Campaign/Betulaceae/Betulace8%20FINAL.pdf

Betulaceae. (2016). Encyclopædia Britannica. Consultado em: Abril 3, 2016, em http://www.britannica.com/plant/Betulaceae

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