Talento na criança

Podemos dizer que o talento na criança é definido pelas capacidades evidenciadas que ela apresenta.

Talento na criança

Podemos dizer que o talento na criança é definido pelas capacidades evidenciadas que ela apresenta. Exemplos disso são crianças que desenham extremamente bem, tocam um instrumento musical qualquer de forma excelente e com a maior facilidade, etc. A par de todas estas características, a criança talentosa tem uma enorme capacidade para desenvolver e aprender cada vez mais.

O talento na criança (ou no jovem) assemelha-se à sobredotação e caracteriza-se por uma assincronia entre seu desenvolvimento físico, cognitivo e social (Virgolim, 2003). No caso da sobredotação, o alto nível de sensibilidade emocional apresentado nessas crianças acentua a noção de que os sobredotados são diferentes por se encontrarem frequentemente num estágio de desenvolvimento diferente ou fora de sincronia em relação ao seu contexto social (Virgolim 2003).

Referimos estas crianças porque, em ambos os casos, pode ser necessário partir para as necessidades educativas especiais  e trabalhar as áreas emocionais e cognitivas da criança e do jovem sobredotado, devido aos múltiplos mitos que cercam estas questões (Virgolim, 2003).

Do ponto de vista panorâmico, desde meados do século passado para cá, verifica-se um enorme crescimento na área de educação especial para dotados e talentosos, nomeadamente pela ampliação e aprofundamento do corpo de pesquisa, sedimentando bases para a construção de práticas educacionais diversificadas (Guenther, 2007). Também já se nota consenso ao redor da ideia de que intervenção intencional e sistematizada é imprescindível para estimular o desenvolvimento de capacidades, e provocar sua expressão sob a forma de talentos (Guenther, 2007). O reconhecimento desses princípios vem expresso de várias maneiras, seja apontando a validade de educação apropriada às características individuais do aluno, o que inclui necessariamente os dotados e talentosos, seja pela confiança crescente nos talentos e capacidade humana como fonte de recursos para aperfeiçoamento da qualidade de vida no mundo atual (Combs, R., &Richards, 1976, cit in Guenther 2007). Aqui os maiores problemas são menos de natureza material e tecnológica, e mais de ordem social, política e humana (Combs, R. e Richards, 1976, cit in Guenther 2007). Mais recentemente existe preocupação com o talento perdido por falta de estimulação, como acontece com as mulheres, ou desviado para atividades anti sociais e destrutivas, como vem acontecendo nos grandes centros urbanos, por distorções de valores e ausência de princípios éticos (Antipoff, 1992, cit in Guenther, 2007). Esses fatos influenciam a legislação em alguns países, inspirando provisões dentro dos sistemas de ensino para atenção especial ao aluno talentoso e com capacidade acima da média (Guenther, 2007).

Avanços são também notados na construção teórica específica a essa sub área (Freeman, 2003). Por exemplo, estudos sobre testes e medidas para identificação de capacidades, que ocuparam grande parte da pesquisa por algumas décadas, hoje orientam-se para conceitos envolvendo diversificação e aceitação de estratégias não quantificáveis (Freeman, 2003, cit in Guenther, 2007). Investigação sobre os domínios da inteligência e criatividade vem se ampliando, ajudando a compreensão desses fenómenos e orientando o seu reconhecimento e estimulação (Guenther, 2007). Ao mesmo tempo que cresce o conhecimento científico, crenças e tradições vão se desfazendo, o que reorienta a prática educativa. Porem persiste a situação apontada pelo conhecimento, no qual, permanece a regra geral ao nível de publicações, congressos e discussões académicas, que não chega ao seu destino, ou seja, não alcança a criança dotada e talentosa (Guenther, 2007).

Essa é uma das preocupações que direcionam o processo educativo e desenvolvido (Guenther, 2007).

Em relação à pessoa em si, além dos estudos focando a motivação e o envolvimento com a tarefa, há a crescente atenção ao que Sidney Moonchama Talento Pessoal (Moon, 2003,cit in Guenther, 2007), em que uma aptidão voltada para auto compreensão, tomada de decisão e auto regulação, define-se como sabedoria.

Essa posição é expressa no geral, e especificamente na própria organização do trabalho educativo (Pyryt, 2003cit in Gunther, 2007). A dimensão referente ao convívio e relação harmoniosa com o outro, é comumente contemplada na educação dos mais dotados e talentosos pela via da socialização ou desenvolvimento social, (Pyryt, 2003cit in Gunther, 2007) e estudos sobre liderança.

Conclusão

A revisão bibliográfica demonstra que uma criança com talento tem grandes capacidades para desenvolver qualquer tipo de especialidade como desporto, músicas, canto, etc. Vimos também que são indivíduos extremamente sensíveis porque chegam a ser diferentes das outras crianças devido à disparidade cognitiva, embora não deixem de ser considerados normais.

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References:

  • Guenther, Zenita.C. Centros comunitários para desenvolvimento de talentos – O CEDET. Revista Educação Especial [online] 2007 – Nº3 [cited 2016-07-11]. Disponível em http://periodicos.ufsm.br/index.php/educacaoespecial/article/viewFile/4054/2447
  • Virgolim, Angela Mágda Rodrigues. A criança superdotada e a questão da diferença: um olhar sobre as necessidades emocionais, sociais e cognitivas. Linhas críticas [online] Brasilia 2003 – v.9, n. 16 jan/jun, 2003[cited 2016-07-12]. Disponível em unb.br/index.php/linhascriticas/article/download/6441/5213

 

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